Internacional

Trump adia alta de tarifas sobre a China e dá respiro à guerra comercial

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O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, publicou em sua conta do twitter que o plano de aumentar as tarifas alfandegárias sobre produtos da China foi adiado. Terminada a trégua da guerra comercial, em 1º de março, estava previsto que houvesse um aumento de 10% para 25% em impostos, sobre US$ 200 bilhões em mercadoria chinesa.

De acordo com o presidente, a medida foi adiada devido ao otimismo nas rodadas de negociações entre Pequim e Washington. As nações tentam entrar em acordo para dar fim à guerra comercial.

“Estou satisfeito em reportar que os EUA fizeram progresso substancial nos diálogos com a China, em importantes problemas estruturais que incluem:

  • proteção de propriedade intelectual;
  • transferência de tecnologia;
  • agricultura;
  • serviços;
  • e moeda.

Dentre outros problemas. Como resultado dessas conversas produtivas, eu vou adiar o aumento das tarifas dos EUA que estava agendado para 1º de março.

Assumindo que ambas as partes terão novos avanços, nós estaremos planejando Cúpula para o presidente Xi [Jinping] e eu, no Mar-a-Lago para concluirmos o acordo. Um bom fim de semana para todos nos EUA e China!”, disseram os tweets de Donald Trump.

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Negociações

Após a publicação do presidente norte-americano, a agência de notícias oficial do governo Chinês, Xinhua, declarou “avanços significativos” nas negociações entre os dois países. Também enumerou os pontos discutidos, nos quais os avanços ocorreram, tal como Trump.

A reunião que teve início na quinta-feira (21) foi estendida até o domingo (24). Os líderes das equipes dos duas países, que participaram da quarta rodada de negociações, são:

  • Liu He, vice-primeiro-ministro da China
  • Steven Mnuchin, secretário do Tesouro dos EUA

Na sexta-feira (22), o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, já havia sinalizado o encontro dos presidentes em Mar-a-Lago. O encontro está previsto para o fim de março.

A trégua da guerra comercial foi estabelecida em 1º de dezembro, quando os presidentes encontraram-se na cúpula do G20. O G20 é um evento econômico que reúne as 20 maiores potências econômicas mundiais.

Então, decidiu-se que as nações não aumentariam as tarifas alfandegárias sobre os produtos da outra nação, pelo período de 90 dias. O prazo termina em 1º de março.

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Guerra comercial

Em 2015, a China lançou o programa “Made in China 2025”, que tinha como objetivo fazer do país um líder mundial em setores, como:

  • aeronáutica;
  • robótica;
  • telecomunicações;
  • inteligência artificial
  • e veículos de energia limpa.

Aliado da produção chinesa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pareceu favorável ao progresso da China. Contudo, Trump observou perdas norte-americanas com o novo plano chinês.

Assim, os EUA pedem o fim de práticas comerciais que julga “injustas”, como:

  • Transferência de tecnologia imposta a empresas estrangeiras na China;
  • Roubo de propriedade intelectual dos EUA;
  • Subsídios concedidos a empresas estatais chinesas.

Para “incentivar” Pequim a corrigir tais “injustiças” do comércio, a Casa Branca impôs novas tarifas de US$ 250 bilhões em produtos chineses.

Em retaliação, a China aplicou tarifas adicionais a US$ 110 bilhões em produtos norte-americanos.

Assim, os movimentos de alta nas tarifas recebeu o nome de guerra comercial da Imprensa. Com os crescentes indícios de desaceleração econômica global, o conflito tarifário entre as nações preocupou os investidores em 2018.

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Amanda Gushiken
Amanda Sayuri Gushiken escreve sobre finanças e negócios para o portal Suno Notícias. Antes, trabalhou selecionando notícias da imprensa para clientes do mercado financeiro. Também desenvolveu pesquisa acadêmica pela Universidade Anhembi Morumbi na área de Teorias da Comunicação e é fotógrafa nas horas vagas.