Economia

Greve dos caminhoneiros: transporte de carga por trilhos e água aumenta 33%

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O transporte de carga no Brasil por trilhos e pela costa é 33% maior do que um ano atrás, quando houve a greve dos caminhoneiros. O aumento é decorrente dos altos valores do transporte rodoviário após a tabela de frete. Além disso, as outras opções ganharam força com as consequências da paralisação da categoria.

O transporte de contêineres por trilhos teve um aumento de 15% no país. Já a movimentação pela costa, chamada cabotagem, apresentou um avanço de quase 18% em 2018. O levantamento foi feito pelo Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain).

Em algumas regiões do país, o aumento foi ainda maior. No trecho Nordeste-Sudeste o avanço da cabotagem foi de 20%. Já entre a Bahia e São Paulo, o transporte pela costa cresceu 300%.

A greve dos caminhoneiros é um dos principais responsáveis por essa mudança. Entenda:

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Greve dos caminhoneiros

Em maio de 2018, os caminhoneiros entraram em greve e paralisaram o País por 11 dias. O protesto era contra o preço do diesel e o valor do frete. A reivindicação da categoria era para que o governo tomasse medidas, entre elas, a determinação de uma tabela de frete mínimo.

Depois de dias de tensão e com o país parado, o então presidente Michel Temer cedeu às exigências afim de acabar com a greve. Foi criada então a tabela do frete mínimo, o que compensaria o custo do diesel para a categoria. Porém, depois dos mais de 10 dias, o prejuízo na economia já somava R$ 15 bilhões, segundo o ministério da Fazenda da época.

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Contudo, as exigências dos caminhoneiros atendidas pelo governo não surtiram o resultado esperado e o custo do transporte rodoviário aumentou. Dessa forma, os altos valores são um dos principais motivos para empresas e fornecedores buscarem outras formas de transporte de carga.

Além disso, o caos criado durante a paralisação trouxe um alerta para a dependência do setor produtivo sobre o transporte rodoviário. A intenção então passou a ser buscar meios mais baratos e alternativos.

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Para o caso de uma nova greve dos caminhoneiros, o transporte por outros meios evitaria uma grande paralisação do país. Por consequência. diminuiria o prejuízo econômico com os dias de protesto.

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Beatriz Oliveira
Formada em Jornalismo pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, Beatriz Oliveira escreve para o portal de notícias Suno Research. Antes, passou pelas redações da Revista EXAME e da Rede Bandeirantes.