Governo continua a trabalhar em desoneração da folha, diz secretário

Governo continua a trabalhar em desoneração da folha, diz secretário
O governo continua trabalhando na desoneração da folha de pagamento dentro da sua proposta de reforma tributária, afirmou o secretário Marcelo Guaranys

O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, declarou nesta sexta-feira (30) que o governo federal continua trabalhando na desoneração da folha de pagamento dentro de sua reforma tributária.

A fala do secretário, durante debate promovido pelos jornais “O Globo” e “Valor Econômico”, ocorre após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que o imposto digital sobre transações, nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), para financiar a desoneração na folha de pagamento das empresas “está morto, não existe”.

“Do meu ponto de vista o imposto está morto, não tem imposto nenhum, não tem desoneração, não tem como fazer”, afirmou o chefe da pasta na última quinta-feira (29).

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O secretário-executivo afirmou que a pandemia do novo coronavírus impôs uma paralisação no ritmos das reformas estruturais, no entanto ressaltou que a agenda está sendo retomada à medida que a economia brasileira apresenta sinais de recuperação em “V”, quando a recuperação é tão rápida quanto o impacto negativo.

“Precisamos melhorar a rede de proteção social, por isso estamos discutindo junto da reforma fiscal, do Pacto Federativo, quanto mais recursos podemos dar para nosso programa de proteção, que é hoje Bolsa Família integrando com Renda Cidadã”, declarou Guaranys no evento.

Desoneração da folha dentro da reforma tributária

Nesse sentido, o secretário-executivo afirmou que “com a reforma tributária, [estamos] trabalhando para que a gente possa ter uma desoneração da folha e empregar cada vez mais gente. Vimos muita gente desempregada”, destacou.

Pauta da equipe econômica desde a campanha presidencial, Guedes afirmou que não há lobby para pedir desoneração da folha em Brasília. “O privilégio de apoiar uma desoneração dos salários sem fonte de receitas é do Congresso, eu não posso apoiar isso. A resposta quem tem é o Congresso, eu sou só uma ferramenta empurrada de um lado para outro”, pontuou na última quinta-feira.

Arthur Guimarães

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