Futuros de NY operam em queda; bolsas asiáticas encerram em alta

Futuros de NY operam em queda; bolsas asiáticas encerram em alta
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O mercado internacional opera em campo misto nesta sexta-feira (3). Os índices futuros de Nova York apresentam queda assim como as bolsas da Europa. Já o mercado asiático encerrou o pregão em alta.

Por volta das 7h40, os índices norte-americanos apresentavam desvalorização em seus indicadores. O futuros Dow Jones tinha queda de 0,14% e o S&P 500 futuro caía a 0,17%. Por sua vez, a Nasdaq operava estável a +0,08%.

O mercado acionário está atento aos Estados Unidos que registraram o recorde de 53.069 infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com a contagem da última quinta-feira (2) da Universidade Johns Hopkins, quando o país enfrenta um rápido aumento de casos da doença.

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É a terceira vez nesta semana que os EUA registram recorde de contágios diários, com mais de 42 mil na segunda-feira e 52 mil na quarta. Em relação ao número de mortes nas últimas 24 horas, foram 649, elevando o total de vidas perdidas no país a 128.677. Desde o início da pandemia, o país norte-americano contabiliza 2.735.554 diagnósticos positivos da Covid-19.

Na última quinta-feira (2), os EUA divulgaram que no mês de junho criaram 4,8 milhões de empregos, muito acima do esperado pelo especialistas. Trata-se da maior alta em um mês desde que o governo iniciou a contabilização de vagas em 1939. O relatório de empregos dos EUA refletem uma recuperação em ritmo acelerado em meio à reabertura da economia.

Apesar do aumento de contratações o mercado está atento ao avanço de covid-19 no país, o que tem feito empresas repensarem em retornarem suas atividades. Empresas como Google e McDonald’s pronunciaram suas preocupações e tomaram medidas diante dessa situação.

Por sua vez, o mercado asiático encerrou em alta. O principal índice da China, CSI 300, fechou a 3,35%. No Japão a bolsa valorizou 0,22% e Hong Kong encerrou o pregão com 0,55%.

Os investidores repercutem os dados da IHS Markit em parceria com a Caixin Media que mostrou os índices gerentes de compras (PMI) composto de serviços da China que alcançaram em junho os maiores níveis em uma década, chegando a 55,7 e 58,4. Esses dados representam uma recuperação da pandemia da segunda maior economia do mundo.

Além disso, o mercado permanece de olho na guerra comercial, o departamento de defesa dos EUA denunciou na última quinta que o país asiático está fazendo exercícios militares ao redor de um arquipélago disputado por vários países no Mar da China Meridional. Para o Pentágono, essa atividade pode piorar a situação na região.

Na Europa, os índices das bolsas operam em queda. O Reino Unido caía  a 0,79%. A Alemanha apresenta uma valorização de 0,12% e a França caía a 0,53%. A Itália registrava queda de 0,33%.

A diretora da agência europeia para o controle de doenças (ECDC), Andrea Ammon, disse que a pandemia do coronavírus na Europa “está longe de terminar”.

“Os virologistas não estão encantados com a abertura das fronteiras europeias. É um perigo. A situação pode mudar da noite para o dia em qualquer país”, disse Ammon.

O Petróleo WTI caía a 0,51%, sendo negociado a US$ 40,14 o barril. Por sua vez, o Petróleo Brent registrava queda de 0,53%, a US$ 42,61 o barril.

Apesar do otimismo observado nos últimos dias, as bolsas globais e os futuros norte-americanos permanecem atentos às possíveis consequências da pandemia na economia mundial.

Poliana Santos

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