Flávio Bolsonaro empregou familiares de suspeito de comandar milícia

Flávio Bolsonaro empregou familiares de suspeito de comandar milícia

O senador eleito Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a mãe e a esposa do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega. Ele é suspeito de comandar milícia no Rio de Janeiro.

Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega ficaram empregadas até novembro de 2018 no gabinete de Flávio Bolsonaro. Elas ganhavam R$ 6.490,35.

O nome de Raimunda consta no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificou movimentações suspeitas do ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz. Segundo o documento, ela repassou R$ 4.600 para a conta de Queiroz.

Flávio homenageou Adriano duas vezes na Alerj. “Dedicação, brilhantismo e galhardia” foram palavras usadas por ele para elogiar a atuação do policial militar

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Flávio Bolsonaro se manifesta

Flávio Bolsonaro se manifestou sobre o caso na tarde desta terça (22). Em seu Twitter, o senador eleito e filho do presidente Jair Bolsonaro disse que “continua a ser vítima de uma campanha difamatória” contra o governo de seu pai.

Nota à Imprensa pic.twitter.com/bIOsbpKeCM

— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) 22 de janeiro de 2019

“Nota à imprensa

Continuo a ser vítima de uma campanha difamatória com o objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro. A funcionária que aparece no relatório do Coaf foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz, que era quem supervisionava seu trabalho. Não posso ser responsabilizado por atos que desconheço, só agora revelados com informações desse órgão.

Tenho sido enfático para que tudo seja apurado e os responsáveis sejam julgados na forma da lei.

Quanto ao parentesco constatado da funcionária, que é mãe de um foragido, já condenado pela Justiça, reafirmo que é mais uma ilação irresponsável daqueles que pretendem me difamar.

Quanto a homenagens prestadas a militares, sempre atuei na defesa de agentes de segurança pública e já concedi centenas de outras homenagens.

Aqueles que cometem erros devem responder por seus atos.”

 

Guilherme Caetano

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