Fitch eleva rating soberano da Argentina para “CCC” após reestruturação

Fitch eleva rating soberano da Argentina para “CCC” após reestruturação
A agência de rating Fitch elevou a nota da Argentina mencionando a conclusão das reestruturação de dívidas

A agência de classificação de risco Fitch elevou nesta quinta-feira (10) o rating soberano da Argentina, de “RD” para “CCC”, citando a conclusão da reestruturação de dívidas em seus títulos em moeda estrangeira nos mercados local e externo.

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O movimento acontece após a S&P, outra importante agência de rating, aumentar na última segunda-feira (7) a nota de crédito soberano da Argentina, após o país vizinho anunciar que reestruturou com mais de US$ 100 bilhões (equivalente a R$ 532 bilhões na cotação atual do dólar) em dívida soberana.

Depois de um vai e vem de negociações junto aos credores em meio à pandemia de covid-19, o governo argentino chegou a um acordo que resulta na reestruturação de cerca de 99% do valor total de sua dívida.

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“A Argentina terá um alívio da dívida na próxima década de 37,7 bilhões de dólares e a taxa de juros média cai de 7% para 3,07%”, afirmou o ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, durante o anúncio em que acompanhou o presidente Alberto Fernández.

Um acordo sólido era essencial para o país, que se coloca como a terceira maior da América Latina e um dos mais importantes produtores de grãos do mundo, sair da condição de inadimplência após uma recessão iniciada em 2018.  A dívida pública da Argentina soma US$ 324 bilhões, o que corresponde a 90% do Produto Interno Bruto (PIB). Os analistas esperam que a economia do país registre uma queda de 12,5% em 2020.

Casa da Moeda produzirá 400 mi de cédulas à Argentina

A Casa da Moeda assinou na última quarta-feira (9) um contrato para fabricar 400 milhões de cédulas para o governo argentino. A produção deve começar no início do mês que vem e deve durar até março de 2021.

A Argentina possui uma Casa da Moeda própria, no entanto a empresa está sem sem capacidade de suprir toda a demanda exigida por conta da pandemia do novo coronavírus.

Arthur Guimarães

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