Financiamento de imóveis cresce 42,7% em janeiro no Brasil

Financiamento de imóveis cresce 42,7% em janeiro no Brasil
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Os financiamentos para a compra e construção de imóveis no Brasil cresceram 42,7% em janeiro ante o mesmo período de 2019, e somaram R$ 7,27 bilhões. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (28) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Quando comparado ao mês de dezembro, a concessão de financiamento para imóveis caiu 16,1% em janeiro. A associação informou ainda que o crédito imobiliário aumentou 37,9% nos últimos 12 meses até janeiro, chegando a R$ 80,9 bilhões.

O número de imóveis financiados no primeiro mês de 2020 chegou a 27,8 mil, com alta de 38,9% na comparação anual. Nos últimos 12 meses, os aportes foram destinados para 305,8 mil propriedades, com um avanço de 31,4%.

Os dados consideram somente os financiamentos realizados por meio de recursos da caderneta de poupança. Portanto, as concessões oriundas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por exemplo, não são consideradas.

De acordo com as informações divulgadas pela Abecip, o aumento dos financiamentos reflete o avanço da demanda, impulsionado pela queda da taxa básica de juros (Selic). Isso porque, além da redução dos preços para a compra de imóveis, os investidores estão optando por este tipo de aplicação.

Em janeiro, a Caixa Econômica Federal foi o banco que mais concedeu empréstimos, somando R$ 2,668 bilhões. Em seguida, vieram as seguintes instituições financeiras:

Financiamento de imóveis da Caixa

A Caixa informou, no dia 27 de janeiro, que irá inciar uma linha de financiamento com taxa de juros prefixada. Essa modalidade de crédito ainda não existe no Brasil.

Saiba mais: Caixa promove financiamento imobiliário atrelado a juro prefixado

Entretanto, esse produto será um pouco mais caro para o cliente do que um financiamento ligado à taxa referencial (TR), assim o banco poderá cobrir alguns dos seus riscos. A Caixa ainda está estabelecendo a modalidade.

O CEO da estatal, Pedro Guimarães, afirmou que esse é um passo urgente, uma vez que a poupança, cujos recursos são atualmente a fonte mais barata do crédito para imóveis, está sob pressão. Ainda segundo ele, no entanto, os contratos atuais não são imunes à inflação. “Há uma falsa sensação de segurança”, disse o presidente do banco.

Giovanna Oliveira

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