Fed declara que deve manter a política monetária acomodatícia por anos

Fed declara que deve manter a política monetária acomodatícia por anos
Fed declara que deve manter a política monetária acomodatícia por anos

O Federal Reserve (Fed) informou nesta quarta-feira (23) que deve manter a política monetária acomodatícia por anos com a finalidade de diminuir as taxas de desemprego, ressaltando que as taxas de juros ficarão próximas de zero até que a inflação chegue a 2%.

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De acordo com o anúncio feito pelo vice-presidente do Banco Central norte-americano, Richard Clarida, e pelo  presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, as taxas de juros não vão aumentar até que ocorra a recuperação total do mercado de trabalho, que foi prejudicado pela crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), e os preços atinjam a meta do Fed.

“As taxas estarão no nível atual, que é basicamente zero, até que a inflação real observada pelo PCE alcance 2%”, declarou Clarida à Bloomberg Television.

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“Isso é ‘pelo menos’, poderíamos realmente manter as taxas neste nível para além”, informou o vice-presidente. “Mas não vamos nem começar a pensar em elevar (os juros), esperamos, até que tenhamos uma inflação observada… igual a 2%.”

Ao passo que o presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, expressou suas preocupações com o aumento de infecções pelo vírus, o que pode prejudicar a meta do banco central, levando mais tempo para que seja cumprida. “Teremos sorte se conseguirmos 2% de inflação dentro de quatro anos”, afirmou Rosengren.

Fed: EUA precisará de mais apoio fiscal para recuperar economia

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, informou nessa quarta-feira (23) que é provável que os EUA irá precisar de mais um pacote de gastos públicos aprovado pelo Congresso, para apoiar a retomada econômica. A afirmação foi feita durante uma audiência na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Apesar de acreditar que haverá mais apoio fiscal, o presidente do Fed afirmou: “não vou discutir quando e quanto”. Além disso, ele destacou que “houve progressos nos últimos meses, mas ainda há 16 milhões de pessoas que perderam empregos, ou estão trabalhando em período parcial”.

Por sua vez, Charles Evans,  o presidente do Federal Reserve de Chicago, participou de um evento do Market News International nessa quarta-feira,  e também declarou que o déficit fiscal não é um problema. Ele ainda salientou que sem mais medidas de estímulos fiscais, o mercado de trabalho pode desacelerar.

Segundo Evans, o apoio fiscal a Estados e municípios é um ponto importante na recuperação. O executivo ainda ressaltou que espera que a acomodação realizada pelo Fed ajude com o tempo.

Com informações do Estadão Conteúdo 

Rafaela La Regina

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