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Facebook se junta a grandes empresas para criar nova criptomoeda

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O Facebook estaria se juntando com mais de um dezena de empresas para criar uma nova criptomoeda. Entre as empresas estariam a Visa, Mastercard, PayPal e Uber.

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A nova moeda virtual deveria ser apresentada pelo Facebook nas próxima semana. O investimento previsto deveria ser de cerca de US$ 10 milhões por cada uma das empresas de comércio digital e financeiras que farão parte do projeto. Será criado um consórcio para gerir a nova criptomeda, chamada “Libra”.

Esses recursos deverão ser utilizados para financiar a criação da moeda digital, que será atrelada a uma cesta de moedas emitidas por diversos países. Isso para evitar fortes oscilações que, no passado, afetaram outras criptomoedas.

O Facebook não vai gerir diretamente a moeda, assim como não o farão os membros individuais do consórcio. Alguns deles poderão atuar como ‘hubs’ ao longo do sistema que verifica as transações e mantém os registos. Isso criará uma rede de pagamentos totalmente nova.

A empresa de tecnologia financeira Stripe Inc., o site de reservas de viagens Booking.com e o site de comércio eletrônico argentino Mercado Livre também estariam participando do projeto.

O projeto de criptomeda do Facebook está em fase de formulação há mais de um ano. A ideia seria criar uma moeda digital que os usuários da rede social poderiam enviar uns aos outros e usar para fazer compras tanto no Facebook quanto em outros sites na Internet.

O Facebook não quis comentar o assunto.

Boatos recorrentes

Em maio, o jornal norte-americano “The Wall Street Journal” informou que o Facebook estava trabalhando para criar a criptomoeda. O gigante das redes sociais estava buscando patrocinadores para ajudar a iniciar o sistema de pagamentos baseados em criptografia. Além disso, o objetivo era levantar cerca de US$ 1 bilhão.

Inicio das negociações com as autoridades

Há algumas semanas, o Facebook iniciou a negociar com a principal agência regulatória de derivativos financeiros dos EUA sobre a nova moeda digital.

O presidente da Comissão das Transações de Commodities e Futuros (CTFC, na sigla em inglês), Christopher Giancarlo, confirmou a negociação. Segundo Giancarlo, a agência estaria nos estágios iniciais de um diálogo com o Facebook para avaliar se os planos da criação da criptomoeda se enquadrariam na sua área de atuação.

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Questão de competência

O Facebook entrou em contato com a CTFC pois essa agência tem a autoridade sobre os mercados de derivativos e futuros. Por isso, o GlobalCoin se enquadraria em sua área de atuação.

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Por exemplo, a maior parte das operações com o bitcoin é realizado nos mercados futuros, e não nos mercados à vista.

Paralelamente, a rede social já entrou em contato com organizações de fiscalizações e bancos centrais a fim de obter orientação em torno da moeda digital. Entretanto, ainda não existe uma regulamentação precisa para as criptomoedas.

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“Estamos muito interessados em compreender melhor a ideia”, afirmou Giancarlo, “Mas só podemos agir quando recebermos uma solicitação, e não temos uma solicitação diante de nós”. Segundo o presidente da CTFC, ainda é cedo demais para dizer se a moeda digital do Facebook se limitaria ao mercado futuro ou à vista. Nesse último caso, a moeda virtual se excluiria da competência da agência.

Caso a criptomoeda seja lastreada pelo dólar dos Estados Unidos, os mercados futuros de câmbio poderiam remover a necessidade de um derivativo.

Segundo o presidente da CFTC, “isso seria muito inteligente”. Entretanto, para o presidente da agência, ainda há um “risco básico”. Isso por causa do preço de um instrumento e o de seu derivativo, que não se movimentam em exata sincronia.

Risco de lavagem de dinehrio

Além disso, uma das maiores preocupações das autoridades regulatórias sobre o projeto do Facebook é ligado a lavagem de dinheiro. Isso por causa da possibilidade que a criptomoeda seja utilizada para não identificar os clientes.

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Carlo Cauti
Editor-chefe da SUNO Notícias. Formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.