Auxílio emergencial: extensão pode trazer impulso de 1,4% do PIB

Auxílio emergencial: extensão pode trazer impulso de 1,4% do PIB
O presidente Jair Bolsonaro prorrogou o auxílio emergencial por mais quatro meses no valor de R$ 300

A extensão do auxílio emergencial, anunciada nesta terça-feira (1), deve adicionar em torno de R$ 100 bilhões na economia brasileira, equivalente a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme nota a clientes da Necton Investimentos.

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, comunicou que o auxílio emergencial, destinado à população em situação de vulnerabilidade em meio à pandemia do novo coronavírus, será prorrogado por mais quatro meses, no valor de R$ 300. O governo optou por reduzir o valor de R$ 600 que vinha pago desde de abril deste ano para mitigar os impactos da crise no Brasil.

O benefício apresentou um amplo impacto na economia do País desde o início de seu pagamento, revelando uma capacidade de amparar o consumo durante um cenário de crise econômica e de taxas altas de desemprego.

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Dessa forma, a porcentagem do efeito do auxílio no PIB brasileiro foi calculado com base no acumulado do Produto do País nos últimos quatro trimestre, de R$ 7,2 trilhões.

Sem prorrogação auxílio representava quase 2,5% do PIB

Divulgado na primeira quinzena de agosto, um estudo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) indicou que o impacto médio do auxílio emergencial de R$ 600, sem a prorrogação, na economia será de 2,5% do PIB.

Nesse sentido, em valores absolutos, esses 2,5% correspondem a R$ 182,5 bilhões. No ano passado, o Produto brasileiro ficou em R$ 7,3 bilhões, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o economistas responsáveis pela pesquisa, Ecio Costa e Marcelo Freire, o impacto ocorre em razão do benefício constituir um programa de transferência de renda direta, sem a necessidade de nenhuma contrapartida por parte da população. Esse caráter garante um efeito “pulverizador e multiplicador” em todos os segmentos econômicos, apontou o estudo.

“Essa política vai abrangendo todos os setores a partir da decisão dessas famílias [sobre como gastar os recursos]. Elas vão gastar no consumo de alimentos, vestuário, eletrodomésticos, vão quitar dívidas. Isso termina movimentando a economia em todos os segmentos”, detalhou Costa.

Ao todo, o auxílio emergencial abrange mais de 60 milhões de pessoas. Em quase todos os estados do Brasil, o número de beneficiários já supera o de trabalhadores com carteira assinada, segundo indica levantamento do site “Poder 360”, com base nos dados do mês de julho do Portal da Transparência. O Bolsa Família, maior programa de amparo do governo federal, contempla pouco menos de 14 milhões de famílias.

Arthur Guimarães

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