Exportações da zona do euro crescem 2% em agosto; mercados no azul

Exportações da zona do euro crescem 2% em agosto; mercados no azul
As exportações da zona do euro avançaram 2% em agosto em comparação a julho, em dados com ajustes sazonais.

As exportações da zona do euro avançaram 2% em agosto em comparação a julho, em dados com ajustes sazonais. As importações, por sua vez, cresceram 0,5% no período. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (16) pela agência de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat.

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Esse é o quarto mês consecutivo de crescimento do comércio externo da zona do euro, que registrou tombos históricos nos primeiros meses do ano em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Tanto as exportações como as importações, no entanto, ainda estão 11% e 10,3%, respectivamente, abaixo do patamar apresentado em fevereiro, último mês antes da chegada da pandemia.

Segundo a Eurostat, a balança comercial da zona do euro em agosto apresentou um superávit de 21,9 bilhões de euros, contra 19,3 bilhões de euros registrados em julho, na série com ajustes sazonais.

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No que se refere à inflação, a zona do euro voltou a apresentar um número negativo na comparação anual. Enquanto em setembro de 2019 o aumento nos preços foi de 0,8%, em setembro deste ano ele caiu 0,3%. Em agosto, a variação já havia sido negativa em 0,25%.

Já na UE, abrangendo todo o bloco regional, a taxa de inflação atingiu 0,3% em setembro, contra 0,12% do mesmo período do ano passado. Em agosto, o número registrado havia sido levemente maior, de 0,4%. As taxas de inflação mais baixas em setembro, segundo a Eurostat, ficaram por conta de:

  • Grécia (-2,3%);
  • Chipre (-1,9%);
  • Estônia (-1,3%).

Mercados da zona do euro procuram recuperação

Os mercados europeus, na manhã desta sexta-feira, operam no azul procurando uma recuperação dos últimos dias, banhados pelo temor de um novo avanço do coronavírus. O Euro Stoxx 50, maior índice acionário do bloco regional, por volta das 7h55, avançava 1,04%, para 3,223.95 pontos.

No pregão da última quinta-feira (15), os mercados do Velho Continente despecaram devido à reimposição de restrições sociais por conta de um aumento nos casos da doença, além do arrefecimento das esperanças por um novo pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que está preparado para elevar o pacote de US$ 1,8 trilhão (cerca de R$ 10,10 trilhões) em uma tentativa de garantir a aprovação dos democratas no Congresso, entretanto, a ideia foi rejeitada pelo líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell.

Os investidores europeus, todavia, também mostram-se otimistas com a declaração da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, que disse que a organização está preparada para utilizar seu arsenal de estímulos econômicos caso a situação da pandemia na zona do euro saia do controle.

Jader Lazarini

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