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Exportações na Alemanha crescem 0,7% em julho; resultado é acima do esperado

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De forma inesperada, as exportações alemãs subiram em julho. Essa é uma notícia positiva para a economia da Alemanha, a maior da Europa, após uma sequência de dados negativos.

As exportações da Alemanha subiram 0,7% no mês, atingindo US$ 126,98 bilhões, de acordo com dados preliminares do Instituto Federal de Estatística. Especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires aguardavam uma queda de 0,6% no indicador.

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Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta é de 3,8%, registrando um resultado significativo para a balança comercial do país.

Guerra comercial pode impactar positivamente a Alemanha

Segundo o instituto, em uma base ajustada, as importações recuaram 1,5%, chegando a € 93,7 bilhões em julho.

O saldo da balança comercial alemã aumentou para € 22,1 bilhões no mês, em comparação com € 20,6 bilhões do mês anterior, de acordo com cálculos do Deutsche Bundesbank, Banco Central da Alemanha.

Os números apresentados trazem certo abrandamento para a economia alemã. Todavia, segundo o economista-chefe do ING para a Alemanha, Carsten Brzeski, as expectativas continuam ruins. Notícias pessimistas trouxeram a preocupação de que o país pode entrar em recessão.

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A guerra comercial entre EUA e China, que vem se arrastando há mais de um ano, impacta indiretamente nas exportações alemãs, segundo Brzeski.

As vendas internacionais do país tanto para a China como para os EUA, reportaram um desempenho melhor do que as exportações para os países da União Europeia nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018, explicou o economista.

“O que está afetando mais as exportações alemãs agora não é o impacto direto do conflito comercial entre EUA e China, mas a incerteza, que se espalhou pelo mundo e também paralisou muitas economias europeias”, explicou Brzeski em relação à economia da Alemanha.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.