Oi (OIBR3): operadoras ainda podem entrar com oferta maior, diz jornal

Oi (OIBR3): operadoras ainda podem entrar com oferta maior, diz jornal
Nova AGC da Oi deve acontecer no dia 8 de setembro e deve ser presencial

A exclusividade fechada com a Highline, controlada pela gestora Digital Colony, nas negociações para a venda dos ativos móveis da Oi (OIBR3), não impede uma nova proposta de operadoras, afirmaram duas fontes. As informações forma publicadas originalmente nesta quinta-feira (23) pelo jornal “Valor Econômico”.

Nesse sentido, o trio de operadoras que atuam no Brasil, a TIM (TIMP3), Telefônica Brasil (VIVT4) e Claro, ainda poderiam realizar um lance maior pelo ativo de telefonia móvel da Oi.

“A exclusividade é para negociar um contrato que vai para o leilão com um direito de preferência. Mas ainda haverá o leilão”, salientou uma fonte. Assim sendo, as empresas de telecomunicação poderiam entrar com uma proposta superior e encontrar suporte em acionistas e credores, muito embora não seja a oferta recomendada pelo conselho de administração.

Clique aqui e baixe o relatório gratuito da Oi (OIBR3).

O modelo de leilão é obrigatório em razão das condições ligadas ao processo de recuperação judicial. “As operadoras não estão dando esse negócio por perdido”, afirmou um banqueiro que participa das negociações.

Credit Suisse espera que operadoras entrem com lance maior em leilão da Oi

Os analistas do banco Credit Suisse avaliaram em relatório que essa será mesmo a estratégia das operadoras TIM, Claro e Telefônica, de entrar no leilão com uma proposta superior.

“O ganho de valor da arbitragem entre o preço pago e o valor potencial da Oi Móvel, uma vez incorporado aos seus concorrentes, seria menor nesse cenário, mas condições de reparo de mercado (sinergias, ganhos de escala, menor concorrência) ainda aconteceriam e esse é o mais fator importante para a criação de valor”, ponderaram os analistas do Credit Suisse.

A instituição financeira também avalia como pouco provável que a Highline se torne uma operadora de telefonia móvel no Brasil. A empresa perderia sinergias operacionais entre os negócios de telefonia móvel e de telefonia fixa de que a Oi atualmente desfruta, julgou o banco.

Saiba mais: Oi (OIBR3): Highline busca operação completa e deve revender carteira de clientes

Além disso, o Credit Suisse espera que, caso a Highline saia vencedora, a empresa venda os ativos móveis da Oi para as operadoras que já possuem atuação no mercado brasileiro.

Arthur Guimarães

Compartilhe sua opinião