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EUA supera expectativas e eleva o PIB em 2,1% no terceiro trimestre

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O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,1% no terceiro trimestre deste ano, sendo revisado para cima. Inicialmente, havia sido informado o avanço 1,9%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, é uma queda de 0,8%.

De acordo com o relatório do Departamento de Comércio dos EUA divulgado nesta quarta-feira (27), o crescimento foi mais acentuado do que o estimado anteriormente pois na revisão foi constatada a alta de estoques e investimentos comerciais.

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No primeiro trimestre deste ano, a economia estadunidense havia crescido 3,1%. Já no período entre abril e junho, a alta foi de 2%. Dessa forma, economistas esperavam um enfraquecimento no terceiro trimestre, como um crescimento próximo de 1%, devido à escalada da guerra comercial, o que não se confirmou.

De acordo com o relatório, os lucros das empresas caíram apesar do crescimento constante no intervalo de julho-setembro. Uma importante métrica de avaliação dos ganhos das companhias, os lucros após impostos, sem a avaliação de estoques e ajustes no consumo de capital, reportou uma baixa de 0,6%, frente a uma alta de 3,3% no segundo trimestre.

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Dessa forma, essa leitura do crescimento econômico dos EUA no terceiro trimestre reforça a estimativa de especialistas de que o gastos do consumidor e o investimento imobiliário colaboraram para a compensação na queda dos investimentos empresariais no período.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a economia norte-americana, apresentará, ao final de 2019, uma expansão de 2,4%. Na projeção anterior, o crescimento era de 2,8%.

Auxílio-desemprego no EUA em queda

O volume de norte-americanos que pediram auxílio-desemprego caiu na semana passada, todavia, a tendência sugere um abrandamento nas condições do mercado de trabalho dos EUA.

De acordo com o Departamento do Trabalho de Washington, as solicitações iniciais de auxílio-desemprego caíram em 15 mil unidades para 213 mil na semana que terminou em 23 de novembro, em dado ajustado sazonalmente. Os dados da semana anterior foram revisados demonstrando 1.000 pedidos a mais do que os relatados inicialmente.

O relatório publicado nesta quarta vem à público um dia antes do feriado de Ação de Graças nos EUA na quinta-feira. Os pedidos registraram máximas de cinco meses nas duas semanas anteriores, podendo significar certa fraqueza no mercado de trabalho.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.