Internacional

EUA e China prometem intensificar cooperação bilateral

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A China e os Estados Unidos sinalizaram a intenção de intensificar a cooperação bilateral.

Os presidentes da China e dos Estado Unidos trocaram mensagens na última terça-feira (1) para celebrar os 40 anos do início de suas relações diplomáticas. Xi Jinping e Donald Trump comemoraram o evento apesar da atual guerra comercial em andamento entre os dois países.

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Nas mensagens enviadas, Xi enfatizou a importância de trabalhar com os Estados Unidos “para fomentar as relações sino-americanas caracterizadas pela coordenação, cooperação e estabilidade”.

Trump, por sua vez, elogiou as últimas quatro décadas de relações diplomáticas entre a China e os Estados Unidos. O presidente dos EUA salientou sua “sólida amizade” com o líder chinês. O mandatário falou de “grandes projetos” após uma ligação com seu homólogo asiático.

40 anos de relações diplomáticas

A China e os Estados Unidos estabeleceram relações diplomáticas formais em 1º de janeiro de 1979. Para poder manter relações com Pequim, Washington aceitou manter apenas relações não-oficiais com Taiwan.

Nesse mesmo ano, o então líder chinês Deng Xiaoping se reuniu nos Estados Unidos com o presidente Jimmy Carter. Denga é considerado como o autor da política de “Reformas e Abertura” da China, que permitiu sua transformação econômica.

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Ao longo dos anos, as relações entre os dois países melhoraram significativamente. Entretanto, continuam a existir uma série de questões delicadas, incluindo disputas sobre Taiwan, direitos humanos e comércio.

Relações bilaterais tensas

As tensões entre Pequim e Washington pioraram em 2018 por causa das disputas comerciais bilaterais. Uma situação que continua complicada mesmo depois o congelamento do último pacote de novas tarifas alfandegárias, decidido pelo presidente Trump.

O presidente dos EUA iniciou a guerra comercial acusando a China de práticas comerciais desleais. Uma preocupação compartilhada por outros países e blocos comerciais, como a União Europeia e o Japão.

A China respondeu aplicando novas tarifas alfandegárias sobre produtos norte-americanos. Washington e Pequim chegaram a taxar bens no valor de US$ 300 bilhões, mergulhando em um conflito que começou a reduzir os lucros e a gerar perdas nos mercados.

Os presidentes da China e dos Estados Unidos concordaram com uma trégua na guerra comercial durante uma reunião à margem da cúpula do G20, em Buenos Aires. Entretanto, a partir desse evento foram registrados poucos sinais de progresso nas relações bilaterais.

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Carlo Cauti
Editor-chefe do SUNO Notícias. Italiano, formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. Concluiu também um MBA em Finanças na B3. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.