Negócios

Estácio tem lucro de R$ 645 mi em 2018, 52% mais do que em 2017

0

A Estácio registrou um lucro líquido de R$ 644,9 milhões em 2018, uma alta de 51,9% em relação ao ano anterior, quando teve ganhos de R$ 424,6 milhões. O lucro do quarto trimestre foi de R$ 16,3 milhões. A empresa divulgou seu balanço financeiro na última quinta (14).

O faturamento da Estácio também cresceu. Foram R$ 3,619 bilhões em 2018, 7,1% superior ao aferido em 2017, quando a receita líquida foi de R$ 3,379 bilhões. No quarto trimestre, a empresa de educação faturou R$ 867 milhões, aumento de 3,4% ante os R$ 838,5 milhões do mesmo período do ano anterior.

Saiba mais: Morgan Stanley compra 14,5% da Somos Educação, sob controle da Kroton

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 1,154,8 bilhão, acréscimo de 22,3% no comparativo anual (um ano antes, havia sido de R$ 944 milhões). Já o valor do trimestre foi de R$ 253,1 milhões, 6,1% superior aos R$ 238,5 milhões do quarto trimestre de 2017.

A base de alunos no quarto trimestre foi de 517,8 mil anos, apresentando um aumento de 0,5% em relação ao mesmo período de 2017. Segundo a empresa, o aumento vem do crescimento de 19% da base de alunos EAD (ensino a distância).

Saiba mais: Anúncio de ‘Lava Jato da educação’ derruba ações de empresas do setor

O ticket médio do trimestre da modalidade presencial totalizou R$ 811,8. Trata-se de um aumento de 10,8% no comparativo. Já no segmento de ensino a distância o crescimento foi de 5,1%, totalizando R$ 241,5.

Saiba mais: Tupy registra aumento de 459% no lucro líquido

O endividamento bruto da Estácio aumentou 30,9%, quando comparado ao ano de 2017. Dessa forma, o caixa líquido foi de R$ 57,8 milhões. Em dezembro, a companhia aprovou uma emissão de Nota Promissória em série única, no montante de R$ 600 milhões. Como evento subsequente, em fevereiro, ela concluiu a emissão da Debenture V, no mesmo valor da nota promissória emitido em duas séries com vencimento em 3 a 5 anos com custo de CDI + 0,585% e CDI + 0,785%, respectivamente. Segundo a Estácio, o custo da debenture V é significativamente inferior ao custo médio de dívida da companhia.

Compartilhe a sua opinião

Guilherme Caetano
Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Guilherme Caetano escreve para o portal de notícias da Suno Research. Passou pelas redações da Folha de S.Paulo e da revista Época.