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Desenvolvimento de energia solar na China é destaque, apesar de dificuldades

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A China possui capacidade de geração de energia solar como nenhum outro país, detém uma produção total 130 gigawatts. Com todo o investimento capital e científico que o Brasil vem fazendo neste setor de energia a soma produzida não chega a 2 gigawatts.

O campeão de tecnologia solar abriga muitas fazendas solares, entre elas a maior fazenda solar do mundo, localizada na região do deserto de Tengger, com capacidade de produzir 1.500 megawatts.

O mercado

Mais de 60% dos painéis solares do globo são produzidos em terras chinesas, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). O que faz o governo garantir que a grande demanda desses equipamentos seja real, já que existe um considerável interesse econômico.

A IEA afirma que a China cumprirá sua meta de capacidade de gerar energia solar em 2020, três anos antes do previsto pelo país.

Outro ponto é o aumento de recursos de energias renováveis, uma vez que limpar a matriz energética da China é um objetivo fundamental de política pública em um país em que cerca de 75% da eletricidade é proveniente da queima de carvão.

Empecilho geográfico

Construir fazendas solares gigantes em meio ao nada possui desvantagens. Cerca de 94% da população chinesa vive na porção leste do país, enquanto apenas 6% habita a região oeste, onde o potencial energético tem maior capacidade.

Muitos dos painéis solares estão localizados no lado opostos aos grandes centros que precisam, de fato, deles. O que faz com que o “fator de capacidade”, ou seja, a energia que realmente é utilizada pela população, seja baixa.

Pouco menos de um sexto do que é produzido é realmente usado.

Os motivos para esse baixo fator de capacidade incluem a falta de controle sobre o clima e a energia perdida no caminho, traçado por quilométricas linhas de transmissão, que conectam as distantes fazendas solares aos locais que precisam da eletricidade.

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Paulo Jaschke
Paulo Jaschke é estudante de jornalismo na ESPM-SP. Escreve sobre o mercado financeiro, economia e política internacional para o portal da Suno Research. Também escreve sobre economia internacional na agência CMA e é repórter esportivo pela Web rádio EsportesNet. Em 2018, foi repórter esportivo pela Rádio ESPM na Copa do Mundo 2018 e escreveu para a Revista Plural ESPM.