Embraer (EMBR3) cancela proposta de incentivo de longo prazo

Embraer (EMBR3) cancela proposta de incentivo de longo prazo
"As ofertas não estão condicionadas à aquisição de um montante mínimo de uma série das notas ou de outras séries", informou a Embraer

O conselho de administração da Embraer (EMBR3) aprovou, nesta terça-feira (28), a retirada da Proposta de Incentivo de Longo Prazo da Assembleia Geral Extraordinária (AGOE) convocada para o dia 29 de abril.

A proposta consiste no incentivo de longo prazo para executivo, na bonificação atrelada a métricas de desempenho da Embraer de cada funcionário ou executivo. Além de compra de ações a diretores e empregados.

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“A Embraer esclarece que as demais matérias constantes da ordem do dia da AGOE convocada para a reunião do dia 29 de abril de 2020 estão mantidas nos termos do edital de convocação”, informou a fabricante de aeronaves.

Embraer abre processo de arbitragem contra Boeing

A Embraer anunciou na última segunda-feira (27) que iniciou o processo de arbitragem com Boieng (NYSE: BA), após a fabricante estadunidense rescindir o acordo de joint-venture no último sábado (25).

A companhia norte-americana cancelou a compra do controle da divisão de aviação da Embraer. O acordo entre as duas fabricantes de aeronaves foi anunciado em 2018 e estava avaliado em US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 23,5 bilhões).

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O presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, não deu maiores detalhes sobre o processo, durante a teleconferência realizada na segunda-feira. O diretor também não informou se a companhia poderá abrir uma ação na Justiça brasileira ou estadunidense.

Os executivos da fabricante brasileira procuraram assegurar aos investidores a solidez da fabricante. Nesse sentido, os diretores comunicaram que a companhia encontrou US$ 1 bilhão em economia de custo neste ano. Além disso, não houve cancelamento de nenhuma encomenda de aeronaves em razão da pandemia do novo coronavírus.

A Boeing tencionava comprar a divisão de aviação comercial da Embraer, com o objetivo de aumentar a capacidade de competição com a Airbus, atual líder do setor. Ao mesmo tempo,a  fabricante brasileira esperava se beneficiar com o poder da máquina de marketing da estadunidense na venda de aeronaves regionais.

Poliana Santos

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