Internacional

Embaixada dos EUA reitera apoio ao ingresso do Brasil na OCDE

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A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou nesta quinta-feira (10) que apoia a entrada do Brasil na OCDE (Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A informação foi divulgada no mesmo dia em que se tornou pública a preferência do governo dos EUA para o ingresso da Argentina na OCDE. Na nota divulgada pela Embaixada, entretanto, não cita uma data específica para que o Brasil seja incluído na organização internacional.

“A declaração conjunta de 19 de março do presidente Trump e do presidente Bolsonaro afirmou claramente o apoio ao Brasil para iniciar o processo para se tornar um membro pleno da OCDE e saudou os esforços contínuos do Brasil em relação às reformas econômicas, melhores práticas e conformidade com as normas da OCDE”, informou a Embaixada em uma nota “continuamos mantendo essa declaração”.

A representação diplomática norte-americana também salientou na nota que “apoia a expansão da OCDE a um ritmo controlado”. Mas essa inclusão deverá levar em conta a necessidade de “pressionar as reformas de governança e o planejamento de sucessão”.

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“Continuaremos a trabalhar com outros membros da OCDE para encontrar um caminho para a expansão da instituição. Todos os 36 países membros da OCDE devem concordar, por consenso, com o calendário e a ordem dos convites para iniciar o processo de adesão à OCDE”, salientou a Embaixada na nota.

Apoio ao Brasil na OCDE

O governo dos Estados Unidos tinha informado no começo do dia que não iria apoiar o Brasil na tentativa de entrar para a OCDE. A informação foi considerada uma surpresa, já que há alguns meses as autoridades dos EUA tinha afirmado publicamente que apoiavam o Brasil.

A informação tinha sido obtida a partir da cópia de uma carta enviada ao secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, pelo secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo no dia 28 de agosto.

No documento, Pompeu salientou o apoio de Washington apenas para a entrada o órgão de Argentina e Romênia. “Os EUA continuam a preferir o alargamento a um ritmo medido que leva em consideração a necessidade de pressionar pelo planejamento de governança e sucessão”, diz a carta.

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Em março, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que apoiava o Brasil a fazer parte do grupo que conta com 36 países. O discurso foi feito na Casa Branca, ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro. Após isso, no mês de julho, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, também mostrou apoio ao Brasil nessa tarefa, em uma visita a cidade de São Paulo.

Os EUA apoiam uma eventual entrada do Brasil na organização, porém estão trabalhando para que Romênia e Argentina entrem primeiro para a organização. Isso porque os norte-americanos acham que esses países tem mais comprometimento com o livre mercado. Vale ressaltar que o pedido de adesão do Brasil à OCDE foi feito em maio de 2017.

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Carlo Cauti
Editor-chefe da SUNO Notícias. Formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.