Dow Jones cai 2,5%, acentuando a queda das últimas semanas

Dow Jones cai 2,5%, acentuando a queda das últimas semanas
O Dow Jones Industrial Average opera em queda nesta segunda-feira (21), acentuando a baixa das últimas quatro semanas.

O Dow Jones Industrial Average opera em queda nesta segunda-feira (21), acentuando a baixa das últimas quatro semanas. Por volta das 11h17 (horário de Brasília), o índice caía 2,56%, registrando uma baixa de quase 10% em comparação ao início do mês, a exemplo de grande parte do mercado exterior.

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Assim como o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq também reportam quedas, com recuos de 2,15% e 1,53%, respectivamente. O mercado tem se mostrado mais cauteloso neste mês, após a rápida recuperação em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Um parâmetro do nível de incerteza do mercado é o VIX, chamado “índice do medo” do mercado norte-americano. Nesta segunda-feira, ele sobe 17,46%, para 30,22 pontos.

Uma das razões apontadas por especialistas pela queda dos mercados nos últimos dias é o atraso na liberação de novos pacotes de estímulos econômicos. O Partido Democrata trava uma disputa com os republicanos no Congresso, dizendo que os pacotes propostos são insuficientes para a população, que viu uma taxa de desemprego chegar a 8,4% em agosto. O Produto Interno Bruto (PIB) do país, por sua vez, caiu 32% no segundo trimestre deste ano.

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O principal vetor desta rápida recuperação — e posterior queda — pode ser atribuído às empresas de tecnologia, que mostraram-se resilientes nos períodos mais conturbados da pandemia. A Apple, por exemplo, registrou um avanço de 12% no lucro líquido no segundo trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, na ordem de US$ 11,2 bilhões. Dentre as big techs, destaque também para a Amazon. A empresa de Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, lucrou US$ 5,2 bilhões entre abril e junho deste ano, quase o dobro do segundo trimestre de 2019.

No entanto, algumas fatos novos preocupam os investidores. No último fim de semana, o Ministério do Comércio da China estabeleceu penalidades para empresas e indivíduos que considera “entidades não confiáveis”, considerando potenciais restrições pessoais e a empresas e investimentos no país, além de entraves a importações e exportações.

Embora o país não tenha citado nenhum nome, “existe o risco macro mais amplo de que a China comece a se tornar mais combativa no uso de sanções”, disse Edward Park, vice-diretor de investimentos da Brooks Macdonald, em entrevista ao jornal “The Wall Street Journal”. Para ele, isso não estava no radar do mercado. Por mais que o caso do TikTok nos Estados Unidos esteja próximo de ser resolvido, as tensões entre as maiores potências do planeta parecem estar longe de acabar.

Além disso, no último fim de semana, vieram à tona os documentos chamados FinCEN files, que incluem mais de 2.100 relatórios de pagamentos processados por grandes bancos, como HSBC, Deutsche Bank, e J.P. Morgan. Os dados vazaram para o site do Buzzfeed e foram compartilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

Além de desafiarem leis contra a lavagem de dinheiro, a movimentação de cerca de US$ 2 trilhões nos últimos 20 anos pelas instituições financeiras também registra o envio de grandes quantias de origem ilícita para contas obscuras e redes criminosas. Segundo a reportagem, os bancos continuam a lucrar com as operações, que podem até ter beneficiado terroristas. O J.P. Morgan, um dos bancos envolvidos nos relatos, representa a quarta maior posição do Dow Jones, impulsionando a queda do índice nesta manhã.

Jader Lazarini

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