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Dólar registra queda de 3,23%, cotado a R$5,210

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O dólar encerrou as negociações desta terça-feira em queda de 3,23%, cotado a R$ 5,210 na venda, com a divulgação da estimativa da atividade econômica dos EUA.

A moeda norte-americana teve forte queda ante ao real, que vem se desempenhando melhor desde maio. O dólar foi puxado pela cautela dos investidores frente ao cenário de incerteza econômica e baixa expectativa para o PIB dos Estados Unidos.

Os mercados continuam de olho nos protestos que irromperam nos Estados Unidos, após a morte do homem negro George Floyd por um policial branco em Minneapolis. Também observam cautelosamente a resposta dado pelos governos locais, que trazem dúvidas sobre uma recuperação econômica rápida no país.

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Confira as principais notícias que movimentaram o mercado nesta terça-feira:

  • PIB dos EUA pode se contrair 53% no 2T20, diz Fed;
  • Coronavírus deixará “cicatrizes duradouras”, diz Banco Mundial;
  • Brasil participará de G7 expandido organizado pelos EUA, diz Bolsonaro;

PIB dos EUA pode se contrair 53% no 2T20, diz Fed

O Banco Central norte-americano (Fed) em Atlanta divulgou nesta terça-feira (2) que estima que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA sofrerá uma diminuição de mais da 50% durante o segundo trimestre do ano de 2020. Ano marcado por forte contrações na atividade industrial do país.

O indicador de atividade econômica utilizado pelo Fed em Atlanta se chama “GDPNow” e busca prever o andamento da produção atual baseado nos dados disponíveis do trimestre. Ele traz uma estimativa real do PIB dos EUA, que será divulgado somente no dia 30 de julho de 2020. O Fed em Nova York utiliza outro ferramenta, chamado “GDP Nowcast”. Nele se prevê uma menor contração, de 35,5% durante o segundo trimestre.

Saiba mais: PIB dos EUA pode se contrair 53% no 2T20, diz Fed

A instituição monetária de Atlanta salientou que o número pode chegar a ser mais preciso conforme o trimestre chega ao fim, em junho. Porém especialistas indicaram que uma queda de 53% se torna plausível considerando que a produção industrial norte-americana continua em forte diminuição, afetando diretamente os consumos e os investimentos por parte da população.

Coronavírus deixará “cicatrizes duradouras”, diz Banco Mundial

O Banco Mundial comunicou nesta terça-feira (2) espera “cicatrizes duradouras” para países emergentes e em desenvolvimento devido à crise causada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Conforme seu novo relatório Perspectivas Econômicas Globais, a instituição internacional projetou que a produção potencial de uma nação média emergente com uma crise financeira poderia encolher 8% em um período de cinco anos. Para nações em desenvolvimento exportadoras de petróleo, o coronavírus levaria uma queda de 11% na produção.

Saiba Mais: Coronavírus deixará “cicatrizes duradouras”, diz Banco Mundial

De acordo com o Banco Central, as perspectivas de crescimento já tinham sido reduzidas, em parte, devido às disputas comerciais. O choque da pandemia poderia se levar à problemas de solvência em economias emergentes. Dessa forma, a instituição espera piores danos para os exportadores de petróleo, bem como aqueles que sofrem com a crises econômicas.

Brasil participará de G7 expandido organizado pelos EUA, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite da última segunda-feira (1), por meio de sua conta oficial no Twitter, que o Brasil participará do G7 expandido organizado pelos Estados Unidos.

Saiba mais: Brasil participará de G7 expandido organizado pelos EUA, diz Bolsonaro

No último sábado (30), no entanto, o presidente estadunidense Donald Trump havia anunciado a reunião das sete maiores economias do mundo (EUA, Alemanha, França, Japão, Canadá, Reino Unido e Itália), além de Rússia, Coreia do Sul, Índia e Austrália, que acontecerá em setembro, sem citar o Brasil.

Última cotação do dólar

Na última sessão, segunda-feira (1), o dólar encerrou em alta de 0,822%, cotado a R$ 5,3843.

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Daniel Guimarães
Estagiário na Suno Notícias, Daniel escreve notícias que afetam o mercado financeiro brasileiro e internacional. Estuda economia na Rutgers University, em New Jersey.