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Dólar encerra em queda com otimismo no cenário externo

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O dólar caiu mais de 1% nesta sexta-feira (18), após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que planeja um acordo comercial.

O dólar encerrou em queda de 1,221%, sendo negociado a R$ 4,1193 na venda. A cotação máxima foi de R$ 4,1578, às 9h10. A mínima foi de R$ 4,1148, por volta das 16h20.

No cenário externo, o mercado reagiu também a queda do Produto Interno Bruto (PIB) da China. No Brasil, um possível corte na taxa de juros está no radar dos investidores.

Acordo comercial

Em mais uma fase da guerra comercial, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que planeja que um acordo comercial entre Estados Unidos e China seja assinado nos dias 16 e 17 de novembro, na Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) no Chile.

Saiba mais: Guerra comercial: Trump planeja assinar acordo em novembro

Em declaração a repórteres na Casa Branca, Trump disse o seguinte em relação ao acordo na guerra comercial: “Acho que será assinado com facilidade, espero que até a cúpula no Chile, em que estaremos o presidente Xi e eu”.

Além disso, o presidente afirmou que: “Estamos trabalhando com a China muito bem. Muitas coisas boas estão acontecendo.”

PIB da China

O crescimento econômico da China vem sofrendo os impactos da guerra comercial que se arrastam há mais de um ano.

Saiba mais: China atinge o ritmo mais fraco do crescimento do PIB em quase 30 anos

Neste trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 6% na comparação com o ano passado, o pior resultado em quase 30 anos. No trimestre anterior, o crescimento foi um pouco maior, de 6,2%.

Dados fracos do país asiático nos últimos meses demonstram a demanda mais fraca interna e externa. É consenso entre analistas que a disputa comercial com os norte-americanos afeta a produção industrial.

Especialistas afirmam que o espaço para estímulos agressivos é limitado em um contexto onde o gigante asiático já possui um grande volume de dívida após ciclos anteriores de afrouxamento.

Possibilidade de corte de juros no Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, informou que há ainda possibilidade de juros mais baixos no Brasil.

Além disso, o presidente disse que na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) todas as varáveis são analisadas, como o cenário interno e externo para reduzirem os juros. O foco especial dos membros dos comitê é o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação.

“Há ainda espaço para taxas de juros menores, baseadas em nossas projeções. Pensamos que precisamos ser taxas de juros estimulativas”, salientou Campos Neto em entrevista à emissora americana “CNBC”.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quinta-feira, o dólar encerrou em alta de 0,385$ sendo vendo a R$ 4,1702.

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Giovanna Almeida
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.