Mercado

Dólar abre em queda atento ao megaleilão da cessão onerosa

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O dólar inicia esta quarta-feira (6) com nova queda refletindo o cenário externo e interno.

Por volta das 9h20, o dólar registrava uma variação negativa de 0,20% sendo negociado a R$ 3,9845. O mercado está de olho na leilão da cessão onerosa que acontecerá no Rio de Janeiro na manhã desta quarta.

Além disso, segue no radar dos investidores, a repercussão do pacote de medidas econômicas propostas pelo governo e resultados trimestrais corporativos importantes.

Megaleilão

Acontecerá, às 10h desta quarta-feira (6) no Rio de Janeiro, o megaleilão da cessão onerosa do pré-sal.

Serão leiloadas quatro áreas em águas profundas, acarretando possivelmente na maior venda em termos financeiros de campos de petróleo na história. Segundo o governo, o leilão poderá arrecadar até R$ 106,5 bilhões.

Além da Petrobras (PETR3; PETR4), as seguintes companhias se habilitaram a participar do leilão:

  • Chevron (EUA)
  • CNODC (China)
  • CNOOC (China)
  • Ecopetrol (Colômbia)
  • Equinor (Noruega)
  • ExxonMobil (EUA)
  • Petrogal (Portugal)
  • Petronas (Malásia)
  • QPI (Catar)
  • Shell (Reino Unido)
  • Wintershall Dea (Alemanha)

Nesta quarta, as companhias presentes devem oferecer à União fatias iguais ou superiores aos percentuais mínimos de óleo-lucro das regiões: bloco de Atapu (26,23%), Búzios (23,24%), Itapu (18,15%) e em Sépia (27,88%).

Se todas as áreas oferecidas forem compradas, a rodada terá um levantamento de bônus de assinatura mais que 11 vezes maior que os R$ 8,9 bilhões arrecadados na 16ª Rodada de Concessão, realizada no mês passado.

Pacote de medidas econômicas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que com as mudanças no pacto federativo, poderão ser transferidos a estados e municípios de R$ 400 bilhões a R$ 500 bilhões nos próximos 15 anos.

O líder da pasta econômica acompanhou o presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional para a entrega de um pacote com três propostas de emenda à Constituição (PEC). As reformas atingem os governos locais.

Saiba mais: Ata do Copom aponta para novo corte na Selic no mês que vem

Dentre os principais pontos estão a extinção de cidades com menos de 5 mil habitantes e arrecadação inferior a 10% da receita total, diminuição de salários e jornada a servidores públicos em períodos de crise fiscal e flexibilização das despesas com saúde e educação.

Também foram entregues ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a PEC da Emergência Fiscal e a PEC dos fundos.

Além disso, também na última terça, o presidente Bolsonaro, assinou o projeto de lei que estabelece as medidas para a privatização da Eletrobras (ELET3; ELET6).

Resultados trimestrais

Aes Tietê

A companhia geradora de energia elétrica AES Tietê (TIET11) divulgou seu lucro líquido de R$ 97,1 milhões no trimestre que acabou em setembro. O valor significa uma alta de 174,6% em comparação com o mesmo período de 2018.

A receita líquida trimestral caiu -7,1% ante 2018. O valor foi de R$ 525 milhões a R$ 564,8 milhões. Entretanto, no período de nove meses, o avanço foi de 4,5%.

Eneva

A Eneva (ENEV3) fechou o terceiro trimestre de 2019 com um lucro líquido de R$ 95,8 milhões. Um resultado em queda de 46,8% em relação ao mesmo período de 2018.

O Ebitda ajustado ficou em R$ 346,8 milhões. Segundo a empresa, o resultado foi impactado “pela redução de 23% no volume de energia líquida gerada e pela queda nos preços das commodities”.

Engie Brasil

A Engie Brasil (EGIE3) registrou lucro de R$ 742,7 milhões (R$ 0,90 por ação) no intervalo de julho-setembro deste ano. O valor é equivalente a uma alta de 56,2% ante os R$ 267,3 milhões obtidos no mesmo período do ano passado

TIM

A Tim Brasil registrou lucro líquido de R$ 687 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma baixa de 48,5% em comparação ao mesmo período de 2018.

A queda no lucro foi influenciada por uma distorção na base de comparação, já que a companhia apurou um crédito fiscal extraordinário de R$ 950 milhões que fez o seu resultado aumentar no balanço referente ao terceiro trimestre do ano passado.

Última cotação do dólar

Na última sessão, terça-feira (5), o dólar encerrou o pregão em em queda de 0,471%, sendo cotado a R$ 3,9932.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.