Dólar abre em queda; IPCA de novembro e OPEP no radar

Dólar abre em queda; IPCA de novembro e OPEP no radar
Dólar muda direção fecha em alta de 0,662% a R$ 5,3838

O dólar abriu o último dia da semana com uma leve queda. Os mercados internacionais reagem de forma mista à inflação de novembro.

Por volta das 9h20, nesta sexta-feira (6), o dólar variava negativamente 0,026% sendo negociado a R$ 4,1867. Os investidores seguem atentos à produção de petróleo da Opep e a possível participação do Brasil na organização.

Além disso, o noticiário político e a agenda corporativa permanecem no radar nesta sexta-feira.

IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro apresentou alta de 0,51% em novembro, após ter sido elevado em 0,10% em outubro. As informações foram divulgadas na manhã desta sexta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Este foi o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o IPCA ficou em 1,01%”, informou o IBGE. No mesmo período do ano passado, houve deflação de 0,21%.

A alta em novembro foi puxada pela aceleração dos preços do grupo “Alimentação e bebidas” (0,72%), influenciado principalmente pelo aumento do preço das carnes (8,09%). Essa categoria representou, sozinho, 0,22 ponto percentual (aproximadamente metade) da inflação de novembro.

Opep

O presidente Jair Bolsonaro disse, recentemente, que entrar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) seria algo positivo para o Brasil.

A declaração foi dada após um convite informal da organização. Em contrapartida, na última quarta-feira (4), o presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Roberto Castello Branco, afirmou que no momento essa possibilidade não seria positiva para o País.

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De acordo com o presidente da estatal, ser membro da Opep não é uma opção que o governo leva em conta neste momento. Castello Branco afirmou que defende o livre mercado e que é “contra os cartéis”, dizendo que o “Brasil pode fazer melhor”.

Além disso, na Opep+, reunião da organização que aconteceu em Viena, na Áustria, que inclui a Rússia, já acertou que cortará a produção para evitar uma “superoferta” do produto no começo de 2020.

Noticiário político

O novo partido criado pelo presidente Jair Bolsonaro, Aliança pelo Brasil, foi registrado no cartório na última quinta-feira (5), em Brasília.

O segundo vice-presidente do novo partido de Bolsonaro, Luiz Felipe Belmonte, salientou que a legenda vai ser pautada por “princípios cristãos”. Além disso, Belmonte, que foi responsável pelo registro no cartório, informou que tem certeza de que a população brasileira vai apoiar o Aliança pelo Brasil.

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“Estamos dando entrada no registro do novo partido Aliança pelo Brasil. Um partido criado pelo presidente Bolsonaro, junto com seus apoiadores, e que pretende ser um partido que defina uma linha de direção valorizando os princípios cristãos, valorizando a família e valorizando essas questões que são da raiz do povo brasileiro”, afirmou Belmonte.

Agenda corporativa

Positivo

A Positivo (POSI3) ficou, mais uma vez, entre as altas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) nesta quinta-feira (5). Após fechar o pregão da última quarta-feira (4) com uma alta de 18,04%, na última quinta, as ações ordinárias da empresa valorizaram 11,34%, sendo cotadas a R$ 11,10.

Apenas nos últimos 30 dias, as ações da empresa de origem brasileira valorizaram 139,13%. Nos últimos 12 meses, apresentaram uma alta de 380,35%.

Petrobras

De acordo com o diretor-executivo de Exploração e Produção, Carlos Alberto Oliveira, a Petrobras poderá colocar à venda mais campos marítimos de petróleo em produção. As participações previstas para desinvestimento são dos campos de Marlim e Papa-Terra, ambos na Bacia de Campos.

O total de desinvestimentos previstos pela petroleira vão de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões (o que totaliza cerca de R$ 84 bilhões a R$ 126 bilhões) no período citado acima.

Última cotação do dólar

Na última sessão, na quinta-feira, o dólar encerrou em queda de 0,333% cotado a R$ 4,1883.

Jader Lazarini

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