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Dólar encerra em queda de 0,79%, cotado em R$ 4,3012

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O dólar encerrou nesta sexta-feira (14) em queda de 0,793%, negociado a R$ 4,3012 na venda.

A variação negativa do dólar aconteceu após o Banco Central (BC) realizar uma nova oferta de swaps cambiais. Além disso, confira quais foram as notícias que movimentaram o mercado nesta sexta-feira:

  • Coronavírus: impacto no turismo dura até 2021, segundo especialistas;
  • IBC-Br, prévia do PIB, sinaliza que economia teve alta de 0,89% em 2019;
  • Santander reduz projeção de alta do PIB de 2,3% para 2% em 2020.

Intervenção do Banco Central

O Banco Central (BC) realizou uma nova intervenção no mercado de câmbio. A medida ocorreu por meio de mais um leilão de US$ 1 bilhão em swaps cambiais, com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020.

Na última quinta-feira (13), a autoridade monetária já havia realizado uma oferta de US$ 1 bi, com as mesmas datas de vencimento do leilão desta manhã. Além disso, o BC também ofertou 13 mil contratos com rolagem em abril. Entretanto, somente 10,5 mil foram adquiridos no pregão.

Com a medida, a autoridade monetária aumentou a oferta de dólares no País. Consequentemente, o BC conseguiu reduzir a desvalorização do real ante a moeda norte-americana.

Coronavírus

Enquanto as expectativas do mercado no início desta semana eram de que o coronavírus (Covid-19) havia desacelerado em novos casos, a implementação de uma nova metodologia fez com que o número de mortes e infectados aumentasse. Além disso, segundo especialistas, o efeito pode durar até 2021.

Saiba mais: Coronavírus: impacto no turismo dura até 2021, segundo especialistas

Foram reportadas 254 novas mortes e um aumento de 15.152 infecções apenas na última quarta-feira (12). Dessa forma, o coronavírus já matou mais de 1,4 mil e atingiu quase 60 mil pessoas em pouco mais de dois meses.

A alteração no método de pesquisa vem do diagnóstico no epicentro da doença, na província de Hubei, em detrimento dos resultados dos exames laboratoriais mais demorados.

IBC-Br

Segundo o IBC-Br, indicador de atividade econômica considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), a economia brasileira cresceu 0,89% em 2019.

Saiba mais: IBC-Br, prévia do PIB, sinaliza que economia teve alta de 0,89% em 2019

Dessa forma, o IBC-Br indica que a economia brasileira cresceu pelo terceiro ano seguido após a recessão de 2015 e 2016. No entanto, demonstra que, em comparação a 2018, quando o crescimento do PIB foi de 1,3%, houve uma retração.

De acordo com o Boletim Focus, relatório semanal do BC, que expressa o sentimento de mais de 100 instituições financeiras, da semana passada, estima um crescimento de 1,12% para a economia do Brasil no ano passado.

Santander reduz projeção do PIB

O Santander reduziu suas projeções para o crescimento do PIB do Brasil. Segundo o relatório, em 2020 a projeção passou de 2,3% para 2% com os impactos da epidemia de coronavírus.

Saiba mais: Santander reduz projeção de alta do PIB de 2,3% para 2% em 2020

A instituição financeira reduziu também a previsão de alta do PIB brasileiro no ano passado de 1,2% para 1,1%. A queda foi motivada pelos resultados de atividade econômica do quarto trimestre. Em 2021, a projeção do Santander passou de 3% para 2,5%.

“Os dados de atividade referentes ao quarto trimestre frustraram e o crescimento econômico em 2019 e 2020 deverá ser menor que o esperado em nosso último relatório mensal”, diz o relatório assinado pela economista chefe do banco, Ana Paula Vescovi.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quinta-feira, o dólar encerrou em queda de 0,345%, negociado a R$ 4,3356.

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Giovanna Oliveira
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.