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Dólar abre em queda de 0,69%, cotado a R$ 5,719

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O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (20). O mercado está de olho nos impactos econômicos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e como o Banco Central dos EUA está atuando para mitigar seus efeitos.

Por volta das 9h20, o dólar apresentava uma desvalorização de 0,697%, sendo negociado a R$ 5,719. Na última terça-feira (19), o Brasil fez seu pedido de adesão ao acordo de compras governamentais da OMC.

Além disso, segue no radar dos investidores o pacote de estímulos do Banco Central Europeu (BCE) para conter os efeitos da crise na zona do euro.

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Fed fará o que for necessário

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, assegurou na última terça-feira que a autoridade monetária central dos EUA está preparada “para adotar mais medidas se forem necessárias” no combate à crise.

Nesse sentido, o diretor do Fed garantiu o uso de todas as ferramentas necessárias para estimular a economia, em recessão econômica causada pelo coronavírus. O chairman do banco central dos Estados Unidos se pronunciou em audiência feita pelo comitê bancário, residencial e de assuntos urbanos do Senado.

Powell também destacou que o Fed enfrenta diretamente os problemas de liquidez no mercado financeiros. Por outro lado, afirmou que as dificuldades de fluxo de recursos pela economia podem resultar na insolvência de empresas. “São muito negativas para a economia altos desemprego e nível de insolvência”, avaliou o chairman.

Brasil adere às compras governamentais

O Brasil submeteu, na última terça, seu pedido de adesão ao acordo de compras governamentais (ACG, ou GPA na sigla em inglês), que consiste em um tratado anticorrupção, da Organização Mundial do Comércio (OMC). O País é o primeiro da América Latina a tomar essa iniciativa.

“O pedido de adesão do Brasil é histórico e reconhece a importância e a relevância do acordo”, afirmou Carlos Vanderloo, presidente do Comitê de Compras Governamentais da organização mundial.

O ACG é um acordo plurilateral da OMC. Dessa forma, não são todos os membros da organização internacional que participam. Um dos pontos que o acordo toca é o conflito de interesse.

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O acordo tem como objetivo promover a transparência e abrir mercados de compras governamentais para a concorrência estrangeira de maneira que os países envolvidos não saiam ganhando ou perdendo mais do que o outro.

O mercado de compras governamentais coberto pelo ACG equivale a cerca de US$ 1,7 trilhão por ano, além de movimentar aproximadamente 12% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países. Hoje, 48 membros da OMC fazem parte do Acordo.

BCE poderá prolongar compra de títulos

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane informou durante um seminário online, que a instituição pode aumentar seu programa de compras emergenciais de pandemia “o quanto for necessário e por quanto tempo for necessário”.

A medida foi adotada pelo BCE no final de abril para enfrentar os impactos causados pela pandemia. Além disso, foi avaliada em 750 bilhões de euros (cerca de R$ 4,72 trilhões) enquanto permaneceria, pelo menos, até o final deste ano.

O economista-chefe da autoridade monetária completou dizendo que “isso inclui o aumento do tamanho do PEPP (programa de compras emergenciais de pandemia) e o ajuste de sua composição, tanto quanto for necessário e por quanto tempo for necessário”.

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Entretanto, o BC europeu já havia informado que o programa teria continuidade até o final da crise causada pela pandemia do novo coronavírus e durante o tempo que fosse necessário. Contudo, a entidade estima que as compras terminem pouco antes do retomada da alta dos juros.

Última cotação do dólar

Na sessão da última terça-feira (19), o dólar encerrou em alta de 0,673%, cotado a R$ 5,7609.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.