Dólar fecha em alta de 1,049% cotado a R$ 4,94 antes de feriado

Dólar fecha em alta de 1,049% cotado a R$ 4,94 antes de feriado
Na última sessão, terça-feira (1), o dólar encerrou o primeiro dia do mês de setembro com queda de 1,75%, negociado a R$ 5,3845.

O dólar estadunidense encerrou as negociações desta quarta-feira (10) em alta de 1,049%, cotado a R$ 4,9398, com comunicado de manutenção da política monetária do Federal Reserve (Fed).

O mercado ficou atento às informações do Banco Central dos Estados Unidos sobre a expectativa de uma queda de 6,5% no Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano, com um avanço de 5% no seguinte. Enquanto, a taxa de desemprego deve encerrar este ano em 9,3% e cair para 6,5% em 2021. O dólar ainda foi impulsionado pelo anúncio da manutenção da taxa básica de juros até pelo menos 2022.

Os investidores mostraram mais cautela antes do feriado de Corpus Christi. As entidades financeiras não adotaram a antecipação dos feriados proposta na cidade São Paulo e seguem o calendário original.

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Confira as principais notícias que afetaram o mercado de câmbio na véspera do feriado:

  • Diretores do Fed planejam manter juros inalterados até 2022
  • OCDE: 2ª onda pode derrubar PIB brasileiro em 9%
  • Inflação em maio cai 0,38%, a menor para o mês desde 1998

Diretores do Fed planejam manter juros inalterados até 2022

O Fed informou, durante a reunião do Comitê federal de mercado aberto (Fomc, na sigla em inglês), que não vê alta de juros até 2022. Atualmente, a taxa de juros nos Estados Unidos está entre 0% e 0,25%.

Saiba mais: Diretores do Fed planejam manter juros inalterados até 2022

Os diretores também comunicaram que manterão o ritmo recente de compras de títulos do Tesouro e de letras hipotecárias. “Nos próximos meses, o Federal Reserve (Fed) aumentará sua participação em títulos do Tesouro e hipotecas (mortgages em inglês) pelo menos no ritmo atual para sustentar o bom funcionamento do mercado”.

OCDE: 2ª onda pode derrubar PIB brasileiro em 9%

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetou que o PIB do Brasil poderia cair até 9,1%, no caso de uma segunda onda de infecções do novo coronavírus na América Latina.

Saiba mais: Coronavírus: segunda onda pode tombar PIB brasileiro em 9%, diz OCDE

“A pandemia da covid-19 provocou a recessão econômica mais grave em quase um século e está a originar enormes prejuízos para a saúde, o emprego e o bem-estar das pessoas”, salientou o grupo.

Inflação em maio cai 0,38%, a menor para o mês desde 1998

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve variação negativa de 0,38% em maio, maior queda desde agosto de 1998, quando ficou em -0,51%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Saiba mais: IPCA: Inflação em maio cai 0,38%, a menor para o mês desde 1998

No ano, o indicador acumula queda de 0,16% e, nos últimos doze meses, alta de 1,88% abaixo dos 2,40% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2019, a taxa havia ficado em 0,13. Por sua vez, em abril deste ano o indicador registrou uma variação negativa de 0,31%.

Última cotação do dólar

Na sessão da última terça-feira, o dólar encerrou o pregão em alta de 0,69%, negociado a R$ 4,8885 na venda.

Arthur Guimarães

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