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Dólar abre em queda; pacote de estímulos dos EUA no radar

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O dólar abriu em leve queda nesta quinta-feira (26), após o Senado dos Estados Unidos aprovar o pacote de US$ 2 trilhões de resgate à economia norte-americana.

Por volta das 9h50, o dólar variava negativamente a 0,244%, sendo negociado a R$ 5,0211. Segundo o norte-americano Bank of America, o Brasil é um dos maiores países emergentes que estão vulneráveis ao novo coronavírus (Covid-19).

Além disso, segue no radar dos investidores a situação da pandemia no Brasil e no mundo.

Dólar em queda após senado dos EUA aprovar pacote de medidas

O Senado dos Estados Unidos aprovou, na noite da última quarta-feira (25), o pacote de estímulos à economia de US$ 2 trilhões (R$ 10,07 trilhões) em combate ao coronavírus. A proposta foi assentida por ampla maioria.

Depois de longas negociações entre os congressistas republicanos e democratas, que rejeitaram por duas vezes propostas anteriores, o texto endossado pelo presidente Donald Trump prevê o auxílio a trabalhadores, empresas e o sistema de saúde. O governo estadunidense já sente o impacto econômico causado pelo coronavírus.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que o acordo representa o “maior pacote de resgate na história norte-americana, a comparando com o Plano Marshall. O democrata faz alusão ao plano de ajuda dos Estados Unidos aos países destruídos após a Segunda Guerra Mundial.

O texto ainda deverá ser aprovada na Câmara dos Representantes, controlada majoritariamente pelos democratas, antes de ser assinada por Trump. Entretanto, Nancy Pelosi, deputada democrata e presidente da Câmara de Representantes, declarou na última terça-feira que “muitos dispositivos foram enormemente melhorados”, indicado que o texto poderá ser aprovado.

Brasil em vulnerabilidade

O Brasil é um dos países emergentes mais vulneráveis à pandemia do coronavírus, segundo o norte-americano Bank of America (BofA). A pesquisa do banco analisa 5 mil indicadores entre 71 países emergentes.

O banco, no entanto, informa que as maiores economias dos emergentes permanecem resilientes à crise do coronavírus em termos de conta corrente, liquidez externa e estabilidade do setor bancário.

Embora a situação dos países ainda não seja preocupante, “há questões a se observar, como o lado fiscal do Brasil e África do Sul e as reservas em moeda estrangeira da Turquia”. A pandemia “provavelmente representa futuros riscos de queda dos indicadores”, relata o banco.

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Em relação aos ‘mercados de fronteira’, aqueles países com acesso limitado aos mercados internacionais e maior risco, o banco norte-americano informa que “muitos já têm programas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), mas com muitos outros, provavelmente, vão requerer assistência externa, a não ser que as condições globais melhorem logo”.

O BofA diz que “felizmente o FMI dispõe de US$ 1 trilhão (R$ 5,06 trilhões)” para assistência aos países em combate ao coronavírus. O banco pontua Barein, Líbano, Moçambique, Senegal, Tunísia e Zâmbia como os mais vulneráveis dentre os menores emergentes.

Coronavírus no mundo

Até a manhã desta quinta-feira, as secretarias estaduais de Saúde confirmaram 2.567 casos confirmados do novo coronavírus no Brasil, com 60 mortos.

O isolamento na Espanha, segundo país mais atingido na Europa, foi prorrogado para o dia 12 de abril com o intuito de conter a disseminação da pandemia. O tem quase 50 mil infectados e 4.089 mortes por causa de complicações dos coronavírus.

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Na Itália, foram registradas ao menos 7.503 mortes pelo Covid-19 e mais de 57,5 mil casos até a última quarta-feira. Há cerca de 30 dias, o país ainda mantinha medidas de isolamento parcial, sobretudo quando a doença estava concentrada apenas na Lombardia, na região norte da Itália.

Segundo a universidade norte-americana John Hopkins, desde o primeiro caso confirmado, o coronavírus já matou 1.046 pessoas no território dos Estados Unidos. Mais de 69 mil pessoas foram infectadas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação dos Estados Unidos está se deteriorando. De acordo com a organização, em entrevista coletiva na última terça-feira, o país poderá ser o novo epicentro da doença no mundo.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quarta-feira (25), o dólar encerrou em queda de 0,933%, negociado a R$ 5,0334 na venda.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.