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Dólar encerra em queda de 0,933%, cotado em R$ 5,0334

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O dólar encerrou nesta quarta-feira (25) em queda de 0,933%, negociado a R$ 5,0334 na venda.

O acordo alcançado pelo Senado dos Estados Unidos sobre o pacote de estímulos econômicos de US$ 2 trilhões impulsionou o otimismo dos investidores. As informações sobre o novo coronavírus (covid-19) continuam movimentando o mercado. Além disso, as seguintes notícias também influenciaram a cotação do dólar desta quarta:

  • Barclays revisa projeção do PIB de 2020 e passa a ver queda de 0,5%;
  • Brasil é um dos emergentes mais vulneráveis ao coronavírus, diz BofA.

Pacote de estímulos nos EUA

O Senado dos Estados Unidos chegou a um acordo para um plano federal de estímulos à economia na ordem de US$ 2 trilhões. O plano de sustentação do sistema de saúde, além de empresas e trabalhadores, será implementado em razão dos impactos econômicos causados pelo coronavírus.

Saiba mais: Coronavírus: Senado dos EUA encontra acordo para pacote de US$ 2 tri

O acordo entre os congressistas republicanos e democratas poderá ser o mais amplo pacote de estímulos econômicos da história estadunidense. Para conter o avanço do coronavírus, o Senado e a Casa dos Representantes precisam aprovar a medida antes de enviá-la à sanção do presidente Donald Trump.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell disse que “por fim, temos um acordo”. Segundo ele, o nível de investimentos será similar aos “tempos de guerra”.

PIB do Brasil

O Barclays divulgou uma nova projeção do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. O banco revisou as estimativas para uma previsão de queda de 0,5%.

Saiba mais: Barclays revisa projeção do PIB de 2020 e passa a ver queda de 0,5%

Na última sexta-feira (20), o Barclays já havia cortado sua projeção de aumento de 1,7% para uma alta de 0,4%. As novas estimativas contemplam os 15 dias de quarentena no estado de São Paulo, no entanto o economista-chefe do banco no Brasil, Roberto Secemki, afirmou que o PIB poderia recuar 3% em 2020, a depender da extensão das paralisações.

No início deste ano, o banco britânico projetava uma expansão de 2,3% da economia do Brasil. Em seguida, no mês de fevereiro, o instituição financeira cortou a previsão para 2%, após considerar os efeitos do coronavírus para a China e a, consequente, redução da demanda por importações.

Avaliação do BofA sobre o coronavírus no Brasil

O Brasil é um dos países emergentes mais vulneráveis à pandemia do novo coronavírus, segundo o norte-americano Bank of America (BofA). A pesquisa do banco analisa 5 mil indicadores entre 71 países emergentes.

Saiba mais: Brasil é um dos emergentes mais vulneráveis ao coronavírus, diz BofA

O BofA, no entanto, informa que as maiores economias dos emergentes permanecem resilientes à crise do coronavírus em termos de conta corrente, liquidez externa e estabilidade do setor bancário.

Embora a situação dos países ainda não seja preocupante, “há questões a se observar, como o lado fiscal do Brasil e África do Sul e as reservas em moeda estrangeira da Turquia”. A doença “provavelmente representa futuros riscos de queda dos indicadores”, relata o banco.

Última cotação do dólar

Na última sessão, terça-feira (24), o dólar encerrou em queda de 1,1%, cotado em R$ 5,08.

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Giovanna Oliveira
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.