Mercado

Dólar encerra em alta de 0,58%, cotado em R$ 4,18

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O dólar fechou, nesta segunda-feira (20), em alta de 0,586%, negociado a R$ 4,1892 na venda.

Entre as notícias que movimentaram o mercado, a União Europeia (UE) anunciou que não fará concessões à China em negociações de investimento. Além disso, contribuíram para a variação positiva do dólar:

  • China quer manter crescimento industrial estável em 2020;
  • FMI estima PIB brasileiro com alta maior em nova projeção
  • Boletim Focus reduz previsão do IPCA pela 3ª semana consecutiva.

UE diz que não irá fazer concessões à China

A União Europeia (UE) anunciou que pretende chegar a um acordo com a China neste ano para proteger o investimento estrangeiro. Entretanto, o chefe de comércio da UE, Phil Hogan, afirmou que não irá fazer concessões ao país asiático nas negociações de investimento.

Saiba mais: UE diz que não irá fazer concessões a China em negociações de investimento

O chefe de comércio da UE afirmou que quer ver “progresso concreto” da China na abertura de seus mercados.

“Comprometer-se não funcionará para a UE. Nossos mercados são amplamente abertos, provavelmente os mais abertos do mundo. Portanto, deixamos bem claro que esperamos e estamos exigindo um reequilíbrio da assimetria”, disse Hogan.

China quer manter crescimento estável

De acordo com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, o país está confiante em manter um crescimento industrial estável neste ano.

Saiba mais: China quer manter crescimento industrial estável em 2020

O ministro responsável pela pasta disse que apesar das grandes pressões sobre o setor, amparada por cortes de impostos e massivo apoio da política monetária, a produção industrial da China pode continuar crescendo.

O setor superou as expectativas em dezembro, crescendo 6,9% em relação ao mesmo período de 2018. Este foi o ritmo mais forte em nove meses, fazendo com que o acumulado anual atingisse uma expansão de 5,7%.

FMI prevê alta no PIB brasileiro

O Fundo Monetário Monetário (FMI) revisou suas projeções para o desempenho econômico do Brasil. Para 2020, a previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 2,2%, frente a 2% estimados em outubro do ano passado.

Saiba mais: FMI estima PIB brasileiro com alta maior em nova projeção

No caso do ano passado, a alta esperada do PIB é de 1,2%, ou 0,3 ponto percentual acima das previsões feitas no documento ‘Perspectiva Econômica Mundial’ anterior. O FMI projeta uma alta de 2,3% da economia brasileira no ano que vem. O Brasil foi um dos poucos países com viés positivo no novo relatório.

Para a economia mundial, o Fundo informou estar esperando um crescimento de 2,9% em 2019 e 3,3% neste ano. Em ambas as projeções, há uma queda de 0,1 ponto percentual sobre as estimativas de outubro. Para 2021, a perspectiva é crescer 3,4%.

Boletim Focus

Os especialistas das 100 principais instituições financeiras do mercado brasileiro, que contribuem com a elaboração do Boletim Focus, reduziram pela terceira semana seguida a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020. De acordo com a nova previsão, no final do ano, o IPCA será de 3,56%.

Saiba mais: Boletim Focus reduz previsão do IPCA pela 3ª semana consecutiva

Mesmo com o aumento da previsão inflacionária para o País nas últimas semanas, segundo o Boletim Focus, a inflação continua abaixo da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano, de 4%. A meta tem uma tolerância de 1,5 ponto percentual, podendo ir de 2,5% até 5,5%.

Para 2021, os economistas ouvidos pela instituição monetária central preveem um aumento de preços na ordem de 3,75%.

Última cotação do dólar

Na última sessão, sexta-feira (20), o dólar encerrou em queda de 0,63% cotado em R$ 4,16.

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Giovanna Oliveira
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.