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Dólar abre em alta após bater nova máxima histórica

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O dólar abriu com uma leve alta, após bater seguidas máximas histórias nos últimos dias. O mercado internacional demonstra aversão ao risco em meio ao temor pelo coronavírus (Covid-19).

Por volta das 9h20 desta sexta-feira (6), o dólar variava positivamente a 0,237%, negociado a R$ 4,662 na venda. Na manhã desta sexta, foi confirmado o 9º caso da doença no Brasil.

Além disso, o Banco Central (BC) realizará um novo leilão da moeda norte-americana para, ao menos, tentar conter a desvalorização do real.

Covid-19

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 38 países já confirmaram casos de transmissão local do coronavírus, entre eles o Brasil. As informações foram divulgadas na última quinta-feira (5).

O País tem 9 casos confirmados da doença, com destaque para o fato de que houve a transmissão local da doença em pelo menos um dos casos. Seis deles foram confirmados em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um no Espírito Santo e um na Bahia. No Distrito Federal, um paciente aguarda contraprova.

Duas pessoas contaminadas em São Paulo têm relação com o primeiro caso registrado no Brasil, de um idoso de 61 anos que retornou da Itália. Segundo o hospital norte-americano Johns Hopkins, o número de casos no mundo já ultrapassou 100 mil.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou aproximadamente US$ 50 bilhões (R$ 232,98 bilhões), por meio de linhas de financiamento de emergência de desembolso rápido, para países de baixa renda e mercados emergentes que estão passando por dificuldades em decorrência do surto global.

Já o Senado dos Estados Unidos aprovou um pacote de US$ 8,3 bilhões (cerca de R$ 38 bilhões) para financiar medidas contra o avanço da doença. A decisão foi aprovada com 96 votos favoráveis e um contrário. O país já possui mais de 230 casos confirmados.

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Segundo o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, o coronavírus (Covid-19) “representa um risco material para as perspectivas econômicas”.

Powell salientou, na última terça-feira (3), que a mudança no balanços de riscos fez com que a autoridade monetária central dos Estados Unidos realizasse seu primeiro corte emergencial da taxa de juros desde a crise subprime de 2008, de 0,50%, permanecendo na faixa de 1% a 1,25%.

Banco Central

O Banco Central (BC) divulgou, na última quarta-feira (4), que obteve uma perda de R$ 7,60 bilhões as operações de swaps cambiais em fevereiro. Deste o início deste ano, já foram perdidos mais de R$ 15,22 bilhões.

Com os swaps, a autoridade monetária central do País oferece proteção ao mercado em momentos de grande volatilidade no câmbio. Nessas operações, o BC é perdedor quando o moeda norte-americana é valorizada frente ao real e ganha com a valorização da moeda do Brasil.

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Na última quinta-feira, o BC realizou três leilões, ofertando ao mercado 60 mil contratos de dólares, injetando US$ 3 bilhões para tentar conter a alta da moeda. Nesta sexta-feira, logo no primeiro leilão do dia, a autoridade monetária central irá ofertar 40 mil contratos de swap cambial.

Última cotação do dólar

Na última sessão, na quinta-feira, o dólar encerrou o pregão em alta de 1,537%, cotado a R$ 4,651 na venda, no 12º dia seguido de valorização.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.