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Dólar encerra em alta de 0,65%, cotado a R$ 4,35

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O dólar encerrou, nesta terça-feira (18), com uma alta de 0,658%, negociado a R$ 4,3573 na venda.

A variação positiva do dólar reflete a explicação do diretor de política monetária do Banco Central sobre o câmbio flutuante no Brasil. Segundo Fabio Kanczuk, “o câmbio vai para onde tiver de ir”. Os destaques desta terça-feira são:

  • Rumo do dólar, segundo o BC
  • Nova paralisação dos caminhoneiros
  • Privatizações no governo Bolsonaro

Câmbio flutuante

Segundo Fabio Kanczuk, diretor de política monetária do Banco Central (BC), “o câmbio vai para onde tiver de ir”, salientando que a autoridade monetária não estabelece um nível para o dólar.

De acordo com Kanczuk, o regime de câmbio flutuante no Brasil faz com que o “BC só intervém para evitar problemas de funcionamento no mercado”.

O diretor ressaltou, em um evento organizado pelo BTG Pactual (BPAC11) em São Paulo nesta terça-feira, a tese de Roberto Campos Neto, presidente do BC, de que a atual depreciação do real frente ao dólar é diferente do ocorrido anteriormente, quando os indicadores de risco na economia brasileira eram mais altos.

“Tipicamente, um câmbio depreciado significava menos crescimento, mas por razões outras que não tinham nada a ver com o câmbio. Tinha a ver com aumento do prêmio de risco, CDS [credit default swaps, uma medida do risco-país] subindo, com alguma crise, às vezes ligada à questão fiscal. E isso contaminava o câmbio”, disse.

Greve dos caminhoneiros

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) convocou uma nova greve dos caminhoneiros para a próxima quarta-feira (19). A solicitação acontece por meio de um vídeo divulgado pelo presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão.

A convocação para a nova greve dos caminhoneiros ocorre em defesa da tabela de frete. O julgamento sobre a medida no Supremo Tribunal Federal (STF) foi adiado pela segunda vez na última quinta-feira (13). Em setembro do ano passado, a decisão também foi postergada.

Confira: Boletim Focus diminui previsão para o crescimento do PIB de 2020

“Quero pedir para a categoria toda se conscientizar de que agora precisamos estar unidos. Não aceitamos retrocesso. Não carregue seu caminhão amanhã a partir das 6h, fique em casa, vamos fazer manutenção”, afirmou Chorão no vídeo.

Além disso, o líder afirmou que a categoria deve pedir ao governador de São Paulo, João Doria, para reduzir Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis.

Cronograma de privatizações

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que o governo Bolsonaro não realizará grandes privatizações até o final do mandato. A declaração foi feita nesta terça-feira no evento do BTG Pactual.

De acordo com Maia, uma das privatizações que serão realizadas até 2022 é a da Eletrobras (ELET6). Entretanto, o deputado não especificou quando o Congresso aprovará a venda da companhia.

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“Não tem grandes privatizações (sic). A maior empresa que o governo quer privatizar é a Eletrobras”, pontuou Maia a uma plateia de investidores. “É importante que a gente possa garantir competitividade para o setor elétrico.”

Além disso, o presidente da Câmara diz considerar que o governo federal encontrará dificuldades em privatizar os Correios e afirmou que a empresa não deve ter o monopólio do setor. “Tem que abrir ao mercado para melhorar a competitividade”, salientou.

Última cotação do dólar

Na última sessão, segunda-feira, o dólar encerrou em alta de 0,658%, negociado a R$ 4,3285 na venda.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.