Dólar cai 0,59% para R$ 5,57 mesmo com noticiário internacional negativo

Dólar cai 0,59% para R$ 5,57 mesmo com noticiário internacional negativo
O câmbio da moeda norte-americana com o real subiu por boa parte do dia, refletindo as notícias negativas provenientes do exterior, mas acabou fechando em leve queda no final do pregão.

O dólar fechou em queda de 0,59% nesta quinta-feira (27), sendo negociado a R$ 5,57. O câmbio da moeda norte-americana com o real subiu por boa parte do dia, refletindo as notícias negativas provenientes do exterior, mas acabou fechando em leve queda no final do pregão.

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Entre as notícias que influenciaram a cotação do dólar, estão o anúncio do presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos sobre desempregados e recuperação econômica, a contração das exportações internacionais registrada pela OCDE, o risco que o acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul não ocorra e a China que se destacou como pátria das maiores empresas do mundo, superando os EUA.

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Entretanto, a partir das 14h, o dólar registrou um movimento de queda que se chegou em sua mínima por volta das 15h mas voltou a subir até o final das contratações, fechando o dia, todavia, ainda em território negativo em comparação com o real.

Confira as principais notícias que influenciaram o câmbio com a meda norte-americana nesta quinta.

Fed alerta sobre risco para a economia

A principal notícia do dia que contribuiu para a queda da cotação do dólar foi o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O economista afirmou nesta quinta que muitos trabalhadores que perderam seus empregos durante a pandemia nos setores mais afetados, como o de viagens e o de restaurantes, terão dificuldades para encontrar novas vagas nos EUA. Ele alertou, também, que uma recuperação mais completa dos empregos perdidos durante esta crise pode durar anos.

Segundo Powell, essas pessoas que vão passar por dificuldades na fila do desemprego necessitarão de apoio do governo norte-americano. “Há uma parte em particular da economia que envolve reunir as pessoas e alimentá-las, levá-las para viajar no país, fazê-las dormir em hotéis, entretê-las”, afirmou Powell em um evento anual econômico do Fed, que foi feito remotamente.

De acordo com o chaiman do Fed, “essa parte da economia encontrará bastante dificuldade para se recuperar”. “São milhões de pessoas que acharão difícil encontrar trabalho. Precisamos ficar ao lado dessas pessoas… Estamos vendo um longo período de provavelmente alguns anos, no mínimo”, disse Powell. Mesmo assim, o chairman do Fed não deixou de citar a “grande força na economia” do EUA.

Também nesta quinta, o Federal Reserve anunciou que fará uma mudança em sua política, e está disposto a permitir que a inflação aumente mais do que o que é comum nos últimos tempos nos EUA. A ideia, com isso, é apoiar o mercado de trabalho e a economia em geral.

OCDE: exportações do G20 recuaram US$ 1 trilhão no primeiro semestre

Outra notícia que influenciou o andamento do dólar foi o levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o comércio internacional de mercadorias das maiores economias do planeta, que compõem o G20, contraíram de US$ um trilhão (cerca de R$ 5,56 trilhões) no primeiro semestre deste ano. A comparação é com o mesmo período de 2019.

Em referência ao segundo trimestre, a OCDE disse que as exportações das potências econômicas recuaram 17,7% na relação anualizada, enquanto as importações caíram 16,7%, em função dos fortes impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A organização, porém, observou que uma recuperação já pôde ser identificada em maio e junho após o colapso de abril, mês em que a atividade praticamente ficou estagnada devido às medidas de isolamento social. Os dados parciais de julho também apontam para melhora nas negociações.

De forma geral, as exportações dos países do G20 atingiram US$ 6,28 trilhões entre janeiro a junho deste ano, enquanto no mesmo período do ano passado havia sido de US$ 7,33 trilhões. O segundo trimestre registrou uma queda de US$ 611,5 bilhões em comparação ao primeiro trimestre.

Acordo Mercosul-UE “parece que começa a fazer água”, diz Mourão

Outra notícia que influenciou a cotação do dólar nesta quinta foi a fala do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo o general, parece que o acordo “começa a fazer água”.

O vice-presidente afirmou, durante live promovida por associações comerciais, que os países do Mercosul enfrentam um particularmente complicado neste momento. Mourão destacou, nesse sentido, o cenário em que a vizinha Argentina passa, de aumento nos casos do novo coronavírus e de dificuldade em reestruturar a sua dívida externa com credores estrangeiros.

Além disso, o general relembrou ainda que a Argentina paralisou a renovação das licenças de importação de produtos manufaturados brasileiros. Dessa forma, Brasil possui cerca de US$ 100 milhões (equivalente a R$ 557 milhões) em valores de veículos paradas, à espera da autorização.

“Esses problemas se apresentam neste momento em que o grande esforço que foi feito, no ano passado, na articulação do acordo entre Mercosul e União Europeia parece que começa a fazer água. Realmente, temos de ter uma equipe em condições de negociar permanentemente não só com nossos parceiros do Mercosul, mas também com a União Europeia”, afirmou Mourão.

Os dois blocos assinaram um acordo preliminar de livre comércio em julho do ano passado, depois de duas décadas de negociações. A oficialização do tratado está pendente de aprovação pelos governos europeus e pelo Parlamento Europeu, o que tem se arrastado sem avanços até este momento.

China ultrapassa os EUA na lista de maiores empresas do mundo

Em último, o principal parceiro comercial do Brasil se tornou o país com o maior número de empresas listadas na Fortune Global 500, elenco que reúne as maiores empresas do mundo de acordo com o faturamento, no ano fiscal de 2019. A China, pela primeira vez, superou os Estados Unidos em número de companhias listadas.

A China continental, incluindo Hong Kong, apresenta 124 empresas, cinco a mais do que o ano passado. Com a adição de Taiwan, o total vai para 133. Já os EUA se mantém estável, em comparação com o ano passado, e ocupa o segundo lugar com 121 companhia. O Japão com 53 empresas se encontra em terceiro lugar.

“Não havia realmente qualquer companhia da Global 500 localizada na China continental em 1990 quando iniciamos nossa enquete. Atualmente há mais empresas gigantes com fins lucrativos do que em qualquer lugar do mundo”, disse chefe de redação da Fortune, Clifton Leaf.

As companhias listadas geraram receitas que totalizam mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Juntas produziram faturamento no valor de US$ 33,3 trilhões (R$ 185, 4 trilhões), US$ 2,06 trilhões em lucros e empregam 69,9 milhões de pessoas globalmente.

Última cotação do dólar

Na última sessão quarta-feira (26), o dólar encerrou em alta de 1,516%, negociado a R$ 5,61.

Rafaela La Regina

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