Economia

Dólar: BC intervém no mercado de câmbio para conter alta da moeda

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O Banco Central (BC) realizou nesta quinta-feira (13) uma intervenção no mercado de câmbio. A medida ocorreu um dia após a cotação do dólar atingir um novo recorde, fechando em R$ 4,35.

A intervenção para conter a alta do dólar ocorreu por meio da oferta de 20 mil contratos de swap cambial. A venda equivale a US$ 1 bilhão, com vencimento em agosto, outubro e dezembro 2020. Além disso, o Banco Central também ofertou 13 mil contratos com rolagem em abril. Entretanto, somente 10,5 mil foram adquiridos no pregão.

Com a medida, a autoridade monetária aumentou a oferta de dólares no País. Consequentemente, o BC conseguiu reduzir a desvalorização do real ante a moeda norte-americana. No fechamento de mercado desta quinta-feira, o dólar estava em queda de 0,345%, cotado a R$ 4,3356.

O BC também anunciou que irá realizar outro leilão de swaps cambiais nesta sexta-feira (14) por US$ 1 bilhão, a partir das 9h30 da manhã.

A alta da moeda norte-americana foi impulsionada, entre outros fatores, por uma declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que ocorreu na última quarta-feira (12). Na ocasião, o ministro disse que com o câmbio mais baixo “todo mundo viajava para a Disney”.

“Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disney, empregada doméstica indo para Disney, uma festa danada. Pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro de Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver”, disse o ministro durante um discurso.

Além disso, Guedes afirmou que é melhor ter o dólar alto com juros baixos do que uma situação oposta. Segundo Guedes, um cenário de juros baixos e câmbio elevado gera “mais exportações, mais substituição de exportações, inclusive em turismo”.

Valorização do dólar em 2020

Somente em 2020, a moeda norte-americana já acumula alta de mais de 8% em comparação ao real. A porcentagem indica que a moeda brasileira teve o pior desempenho em relação ao dólar entre 33 outras moedas neste ano.

Leia também: Banco Central enxerga avanço gradual na economia brasileira

Os temores com as possíveis consequências econômicas envolvendo a epidemia de coronavírus também contribuíram para a valorização da moeda estadunidense nas últimas semanas.

Além disso, fatores como o novo corte na taxa básica de juros (Selic), realizado no dia 5 de fevereiro, e a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), fator que aumentou as incertezas internacionais, também movimentaram o mercado e contribuíram para o avanço do dólar.

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Giovanna Oliveira
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.