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Dólar inicia em alta com guerra comercial, dados sobre o PIB e Argentina

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O dólar abre em alta nesta segunda-feira (2) com guerra comercial, previsão do PIB e Argentina.

Por volta das 9h45, o dólar registrava alta de 0,015% sendo negociado a R$ 4,1601. O mercado aguarda os resultados do início de tarifas impostas pelos EUA à China.

Além disso, segue no radar dos investidores o aumento da previsão do PIB brasileiro e ações do Banco Central da Argentina.

Custos da guerra comercial

Os investidores internacionais estão atentos ao desdobramentos dos efeitos iniciais das tarifas norte-americanas à China, e vice-versa. A guerra comercial travada pelos dois países já perdura há mais de 1 ano.

Os Estados Unidos passaram a taxar em 15% uma porção de produtos de origem chinesa, como calçados, relógios inteligentes e televisores, enquanto por parte da China, entraram em vigor taxas de 5% e 10% sobre as compras de petróleo e soja.

De acordo com a CNBC, entretanto, apenas cerca de 30% dos 5 mil itens que a China aguarda taxar entraram em vigor neste final de semana. A maior parte entrará em vigor no dia 15 de dezembro, da mesma forma que os planos de impor tarifas sobre automóveis e autopeças dos EUA.

Saiba mais: China vai impor tarifas sobre US$ 75 bi de produtos norte-americanos

Previsão do PIB

Os economistas entrevistados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus elevaram a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.

Segundo o Boletim divulgado nesta segunda-feira (2), a economia brasileira deverá crescer 0,87% esse ano. Na última segunda-feira (26), a previsão de crescimento era de 0,80%.

A previsão de crescimento para 2020 permanece em 2,10%. As previsões estão próximas à projeção oficial do Banco Central e também do ministério da Economia.

A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também foi reduzida para 3,59%, em comparação à semana passada que a previsão era de 3,65%. A meta para a inflação deste ano é de 4,25%, com 1,5 p.p para cima ou para baixo.

Intervenção do Banco Central argentino

De acordo com o jornal “La Nación”, a partir desta segunda-feira (2) o Banco Central da República Argentina (BCRA) vai intervir fortemente no mercado cambial. O objetivo é conter a alta de dólar frente ao peso argentino visto nas últimas semanas.

A expectativa é de que Guido Sandleris, presidente do BC argentino, utilize um mecanismo similar ao adotado por Federico Sturzenegger há pouco mais de um ano, antes de firmar acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em meio a uma forte depreciação do peso.

Confira: Banco Central da Argentina vai intervir agressivamente para controlar o dólar

Na última sexta-feira (30), tentando impedir uma desvalorização desenfreada do peso ante ao dólar, o Banco Central argentino vendeu mais de US$ 387 milhões de suas reservas internacionais.

Na semana passada, no dia 28 de agosto, o governo argentino declarou moratória ao FMI em relação aos vencimentos da dívida de US$ 56 bilhões, que começariam em 2021, em uma tentativa de aliviar o mercado cambial.

Última cotação do dólar

Na última sessão, na sexta-feira (30), o dólar fechou em alta de -0,71% sendo negociado a 4,1412 na venda.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.