Dólar abre em queda atento ao avanço do coronavírus nos EUA

Dólar abre em queda atento ao avanço do coronavírus nos EUA
Dólar abre em alta de 0,4%, negociado a R$ 5,36

O dólar abre em queda nesta sexta-feira (3) com o avanço do coronavírus na maior economia do mundo no radar.

Por volta das 9h40, o dólar operava em queda de 0,105%, sendo negociado a R$ 5,3413. O mercado acionário está atento ao aumento expressivo de casos de coronavírus nos Estados Unidos.

Além disso, segue no radar do investidor os dados da China que demonstraram que a economia tem se recuperado em meio a pandemia de covid-19 e a criação de empregos nos EUA.

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Coronavírus nos EUA

O mercado acionário está atento aos Estados Unidos que registraram o recorde de 53.069 infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com a contagem da última quinta-feira (2) da Universidade Johns Hopkins, quando o país enfrenta um rápido aumento de casos da doença.

É a terceira vez nesta semana que os EUA registram recorde de contágios diários, com mais de 42 mil na segunda-feira e 52 mil na quarta. Em relação ao número de mortes nas últimas 24 horas, foram 649, elevando o total de vidas perdidas no país a 128.677. Desde o início da pandemia, o país norte-americano contabiliza 2.735.554 diagnósticos positivos da Covid-19.

O avanço de covid-19 no país tem feito empresas repensarem em retornarem suas atividades. Empresas como Google e McDonald’s pronunciaram suas preocupações e tomaram medidas diante dessa situação.

Dados da China

A IHS Markit em parceria com a Caixin Media divulgou nesta sexta  os índices gerentes de compras (PMI) composto de serviços da China que alcançaram em junho os maiores níveis em uma década, chegando a 55,7 e 58,4. Todas as leituras acima de 50 pontos indicam crescimento da atividade econômica.

Esses dados representam uma recuperação da pandemia da segunda maior economia do mundo. Além de demonstrarem que a pandemia do novo coronavírus permaneceu sob controle no país.

Empregos nos EUA

Os Estados Unidos criaram 4,8 milhões de empregos no mês de junho. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Trabalho dos EUA na quinta-feira (2). Trata-se da maior alta em um mês desde que o governo norte-americano iniciou a contabilização de vagas em 1939.

O relatório de empregos dos EUA refletem uma recuperação em ritmo acelerado em meio à reabertura da economia. O documento apresenta o aumento de contratações, principalmente, em restaurantes e empresas varejistas.

Outro relatório do Departamento mostrou que as solicitações iniciais de seguro-desemprego caíram para 1,43 milhão, na semana encerrada em 27 de junho. Na semana encerrada em 20 do mês passado, foram 19,3 milhões de pedidos.

Dessa forma, a taxa de desemprego caiu pelo segundo mês consecutivo, 2,2 pontos percentuais, para 11,1%. Em maio, a taxa estava em 13,3%, e em 14,7% em abril.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quinta-feira, o dólar encerrou em alta de 0,6%, cotado a R$ 5,35.

Poliana Santos

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