Dólar se aproxima de R$ 5,80; aéreas têm forte queda na B3

Dólar se aproxima de R$ 5,80; aéreas têm forte queda na B3
Na última sessão, segunda-feira (9), o dólar encerrou em queda de 0,04%, negociado a R$ 5,391.

O dólar negocia em forte alta na manhã desta quarta-feira (28). Por volta das 11h05, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,73 na venda, com um avanço 0,5%. A alta chegou a ser de 1% no início do pregão, levando o dólar a R$ 5,79, patamar mais alto desde maio. Em função disso, entre outros fatores, as companhias áreas sofrem na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).

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Enquanto a Azul (AZUL4), por volta do mesmo horário, operava em queda de 5,72%, a R$ 24,40, a Gol (GOLL4) caía 5,11%, para R$ 17,66. A alta do dólar exerce forte influência sobre os custos de combustível (querosene de aviação), arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves.

Nas companhias em questão, os combustíveis representam de 30% a 45% dos custos operacionais de cada voo. O dólar, por sua vez, é utilizado como referência em cerca de 60% das despesas operacionais — incluindo o petróleo, que opera em forte queda nesta quarta-feira, já que é negociado com a moeda norte-americana.

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Coronavírus também pesa sobre os papéis

Além disso, um dos maiores fatores que derrubam as ações das companhias aéreas neste pregão — e de todo o Ibovespa, que opera em baixa 2,8% –, é o avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), principalmente nos Estados Unidos e na Europa.

Os investidores mostram-se preocupados com as medidas restritivas frente à doença, que podem influenciar a frágil tentativa de recuperação econômica global.

Na última terça-feira (27), os Estados Unidos registraram novos 73.200 casos, segundo dados da Universidade John Hopkins. Ontem, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, propôs fechar bares e restaurantes por um mês para estancar a disseminação do vírus. Os mercados europeus observaram um forte movimento de venda em ações de empresas de viagens e des bancos. As bolsas do Velho Continente tocaram a mínima dos últimos cinco meses.

Aéreas buscam captação de recursos

Na última segunda-feira (26), a Azul informou ao mercado que emitirá R$ 1,6 bilhão em debêntures conversíveis. De acordo com o comunicado, os recursos líquidos serão utilizados para capital de giro, expansão de atividade de logística e outras oportunidades estratégicas.

A Azul ainda não se decidiu se usará empréstimo do BNDES. Alta do dólar faz ação cair 55% em 2020.
A Azul ainda não se decidiu se usará empréstimo do BNDES. Alta do dólar faz ação cair 55% em 2020.

Para Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, o plano de captação da Azul é uma notícia positiva. Para ele, a maior preocupação com a Azul é a alavancagem financeira. Por outro lado, as taxas obtidas com as debêntures ao mercado serão menores do que as oferecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que é positivo.

Para Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos, é possível que a Gol também faça uma operação similar para se capitalizar, até mesmo com debêntures conversíveis, embora não seja possível afirmar qual ferramenta será utilizada.

Apenas em 2020, o dólar apresenta uma valorização de quase 40% frente ao real. A máxima histórica foi atingida em 15 de maio, quando chegou a ser cotado a R$ 5,86.

Jader Lazarini

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