Disney deve ter forte queda na receita, sem filmes e com parques fechados

Disney deve ter forte queda na receita, sem filmes e com parques fechados
Disney deve ter forte queda na receita, sem filmes e com parques fechados

A Disney (NYSE: DIS) apresentará o seu balanço trimestral referente ao período entre abril e junho nesta terça-feira (4), e é esperada uma forte queda na receita. Com a maior parte dos parques temáticos ainda fechados em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e sem o lançamento de filmes, analistas preveem um faturamento de US$ 12,5 bilhões (cerca de R$ 66,5 bilhões) no segundo trimestre.

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O montante equivaleria a uma queda de 38% em comparação ao mesmo período do ano passado. O segmento dos parques temáticos e resorts, fortemente impactado pela crise, contribui com 37% da receita da Disney. A maior unidade, localizada em Orlando, na Flórida, foi reaberta em 11 de julho. O segundo maior complexo de diversões, localizado na Califórnia, no entanto, segue fechado desde o dia 12 de março.

Ao redor do mundo, a companhia mantém parques abertos com restrições, como em Xangai, Tóquio e Paris. A unidade de Hong Kong, reaberta em junho, foi novamente fechada menos de um mês depois após uma segunda onda da pandemia na região.

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A divisão cinematográfica, por sua vez, colaboram com 16% da receita da companhia, e também têm sido impactados pela crise. Filmes como Mulan e as sequências de Avatar e Star Wars tiveram seus lançamentos ou gravações adiadas.

Especialistas esperam que a Disney feche o ano fiscal de 2020, em setembro, com uma receita de US$ 66,6 bilhões, uma baixa de 4,3% na comparação anualizada. O lucro operacional, todavia, deve registrar uma queda significativamente maior, de 61%, em relação a 2019, a US$ 5,8 bilhões.

Em compensação às perdas com os negócios tradicionais, a Disney espera que o seu serviço de streaming, o Disney+, lançado em novembro do ano passado, possa apresentar bons resultados. Em maio, a plataforma possuía 55 milhões de consumidores, frente a uma expectativa de atingir de 60 milhões a 90 milhões de assinantes em 2024.

Embora o segmento ainda esteja abaixo da Netflix (NASDAQ: NFLX), que tem 193 milhões de assinantes, serve como um alento à Disney em meio à crise. Além disso, pode representar uma forte vertente de crescimento nos próximos anos — analistas estimam que a plataforma pode gerar uma receita de US$ 30 bilhões por ano a partir de 2025.

Jader Lazarini

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