Delta Airlines inicia compra 20% de participação na Latam

Delta Airlines inicia compra 20% de participação na Latam
Delta Airlines pretende fazer provisão de US$ 3,3 bi para demissões

A Delta Airlines iniciou, nesta quarta-feira (27), a compra de ativos da Latam Airlines. A empresa norte-americana comprará 20% de participação na aérea chilena-brasileira.

Com o início das negociações, os acionistas da Latam poderão vender seus papéis para a Delta. A operação, gerenciada pelo banco Santander, termina no dia 26 de dezembro.

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O valor da operação é de US$ 1,94 bilhão (cerca de R$ 8,25 bilhões), com um valor de US$ 16 por ação. Por meio do acordo, as aéreas vão compartilhar rotas entre os Estados Unidos e o Canadá e entre países da América do Sul.

Além disso, por meio da aliança, a companhia norte-americana pagará US$ 350 milhões para a empresa chilena. Os recursos são uma forma de recompensar os custos que a Latam terá durante o período de transição da negociação.

Do montante cedido para a aérea chilena, US$ 150 milhões foram pagos no dia 30 de setembro. O valor restante será dividido em oito parcelas de US$ 25 milhões, que serão pagas de forma trimestral a partir de 31 de março de 2020.

Parceria entre Latam e Delta afeta Gol

O acordo entre as duas empresas afetou diretamente a Gol, uma das principais concorrentes da Latam no mercado aéreo brasileiro. Isso ocorreu pois a aérea norte-americana era parceira da companhia brasileira, de quem detinha 9% do capital.

Saiba mais: Gol estuda novas parcerias para substituir Delta, diz CEO

Por conta disso, o presidente da aérea brasileira, Paulo Kakinoff, estuda parcerias com outras companhias aéreas para substituir a participação da Delta nos voos internacionais.

“Temos uma grande capacidade de oferecer voos internacionais com os nossos parceiros atuais. A intenção é fechar o máximo de acordos possíveis com outras empresas internacionais”, declarou Kakinoff.

No entanto, mesmo com a saída da Delta, o presidente da Gol salientou que a aérea brasileira conseguirá atender a demanda por voos internacionais. “Temos acordos com mais de 80 companhias aéreas, que nos permite atender e interligar os mercados regional, doméstico e internacional”, salientou o CEO.

Giovanna Oliveira

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