CVC (CVCB3) tem mudanças no comando em busca de vida pós-pandemia

CVC (CVCB3) tem mudanças no comando em busca de vida pós-pandemia
Apesar do cenário pandêmico, a geração de caixa operacional da CVC nos primeiros seis meses de 2020 atingiu R$ 916,1 milhões.

A pandemia causada pelo novo coronavírus (covid-19) deixou marcas na CVC (CVCB3). Para além da queda no preço das ações, que reflete a preocupação dos agentes do mercado em relação ao impacto do problema na empresa, e das irregularidades contábeis descobertas, a companhia de turismo também vem passando por mudanças na própria gestão.

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A entrada do engenheiro Leonel Andrade como CEO da empresa, em março, prenunciou diversas mudanças no comando da CVC já aguardadas pelo mercado. Dessa forma, desde o mês de maio, a direção da companhia vem passando por uma reestruturação como forma de sair mais forte da pandemia.

Segundo especialistas ouvidos pelo SUNO Notícias, a mudança em nomes chaves da gestão visa promover mudanças estratégias na CVC com o objetivo de tornar a companhia mais digital, parecida com outros players internacionais, como o Booking.com, mas sem abrir mão da capilaridade física que já possui.

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“Sim, em tese o direcionamento [tomado pela nova gestão da CVC] é o correto. Havia um certo gargalo na empresa entre a sua operação online e lojas físicas. Até um conflito de interesses e eles estão trabalhando pra solucionar isso”, disse Clecio Danilo, especialista da SUNO Research.

Para o especialista, o direcionamento que a empresa vem tomando deverá ser benéfico para a CVC.

“O novo CEO, Leonel Andrade, está promovendo algumas mudanças estratégicas e está reformulando parte da diretoria da empresa focando nessas mudanças, que ele acredita que serão benéficas”, afirmou.

CVC acumula mudanças durante pandemia

Em meio a pandemia, a gestão de Andrade na CVC imprimiu um ritmo intenso de mudanças dentro da companhia. Em maio, a empresa anunciou mudanças “com o intuito de tornar a operação mais ágil e eficiente”.

A empresa, antes repartida por marcas, iria se concentrar em quatro áreas de serviço:

  • turismo para empresas;
  • turismo de lazer;
  • serviços on-line;
  • operação da Argentina.

A companhia concentrou o que eram antes dez diretorias em quatro. Luciano Guimarães, antigo diretor geral da Rextur Advance, virou o responsável pela área de turismo de negócios e passou a comandar as marcas Trend, Visual, Esferatur e Rextur Advance.

O diretor geral da Trend Operadora, Maurício Favoretto; a diretora da Experimento, Carla Gama; e o diretor da Esferatur, Beto Santos; deixaram a companhia.

O diretor da Visual, Cleiton Feijó, permaneceu na CVC e responderá a Guimarães. No caso da Esferatur, a posição de diretor de vendas foi ocupada por Leo Mignani, enquanto, na Rextur, o papel foi desempenhado por Flávio Marques.

Emerson Belan, até então responsável pela CVC Operadora, passou a cuidar da área de turismo de lazer, onde estão marcas como CVC Lazer e Experimento Viagens.

Além das mudanças de comando, a empresa também fez mudanças na estrutura de áreas. Nessa lógica, marcas com atuação apenas on-line no Brasil, como Submarino Viagens e a Almundo.com.br foram para a Unidade Online Brasil.

O diretor de marketing da CVC Corp, Fábio Augusto, também deixou a empresa. A partir de agora, cada marca será responsável por sua área de marketing.

O responsável pelo segmento de produtos internacionais e cruzeiros, Sylvio Ferraz, passou a comandar toda a área de compras. Ao passo que Claiton Armelin permaneceu na área de produtos nacionais e Fábio Mader responde, agora, pelo setor aéreo. Ambos irão reportar a Ferraz.

Renúncia de diretor e destituição

Em junho, a CVC comunicou que Jacques Douglas Varaschim havia renunciado ao cargo de diretor de tecnologia da informação da empresa.

Já na noite da última terça-feira (15), a CVC anunciou a destituição do diretor Ricardo Pinheiro Paixão. A informação foi revelada por meio de um comunicado ao mercado.

Segundo a CVC, Paixão foi retirado da diretoria, a qual exercia um cargo sem designação específica. A empresa informa que “agradece a contribuição prestada ao longo do período” em que fez parte do quadro de funcionários.

Em junho deste ano, a empresa já havia informado a saída de Jacques Douglas Varaschim, que renunciou ao cargo de diretor de tecnologia da informação. O executivo, que já trabalhou no site “Globo.com” e Promon Tecnologia Ltda., permaneceu no cargo até 16 de julho.

O cargo foi ocupado por Marcelo Leite, que é o novo CIO. Leite chegou à CVC com o desafio de comandar a parte tecnológica das dez empresas do grupo, entre B2B e B2C, chefiando a ABC Tower, edifício conhecido como CVC Digital, na rua da Catequese, em Santo André (SP).

Com tantas mudanças, a CVC se prepara para o “novo normal” pós-pandemia, que deverá ter uma presença maior no mundo digital, mas sem abrir mão daquilo que deu certo até então.

Vinicius Pereira

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