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CSN registra prejuízo líquido de R$ 871 mi no 3T19

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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou um prejuízo líquido de R$ 871 milhões no terceiro trimestre de 2019. No segundo trimestre desse ano a empresa tinha registrado um lucro líquido de R$ 1,894 bilhão.

Segundo a CSN, o resultado negativo foi afetado “principalmente em função da variação cambial e da atualização de ações a valor justo registrada no resultado”.

O EBITDA ajustado chegou em R$1.567 milhões no 3T19. Uma redução de 34% em relação aos R$ 2.380 milhões registrados no segundo trimestre. Segundo a CSN, essa contração foi provocada pelos preços menos favoráveis na mineração e da reforma no AF#3 na siderurgia. A margem EBITDA ajustada atingiu 25%, ou 8,4 p.p. inferior na mesma base de comparação.

Resultados da CSN

A receita líquida totalizou R$ 6,006 bilhões, uma redução de 13% em comparação ao segundo trimestre, e de 3% se comparado com o mesmo período no ano anterior.

Segundo a CSN, “a queda se deu principalmente pelo menor volume de vendas de aço no mercado externo e realizações de preços menos favoráveis na mineração”.

Saiba mais: CSN registra lucro líquido de R$ 1,8 bilhão no 2T19, alta de 59%

A queda da receita ocorreu mesmo com um recorde histórico na produção de minério em 8,654 Mton. Segundo a CSN esse resultado ocorreu após a evolução das operações de filtragem e empilhamento a seco.

O EBITDA da Mineração atingiu R$ 1,352 bilhões, mesmo com a forte volatilidade no frete transoceânico e nos prêmios de qualidade.

No terceiro trimestre as despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 137 milhões e as despesas com vendas totalizaram R$ 430 milhões. Um resultado estável em relação ao 2T19.

Entretanto, no terceiro trimestre a conta de outras despesas líquidas atingiu valor negativo de R$ 863 milhões. Um resultado gerado principalmente por itens não caixa como atualização de ações a valor justo e das despesas de realização do hedge accounting.

O Fluxo de Caixa Livre alcançou no período R$389 milhões, influenciado positivamente pela recuperação no capital de giro. Um resultado que mais do que compensou desembolsos relativos ao Imposto de Renda, elevados em virtude do resultado recorde do trimestre anterior.

Dessa forma, o capital de giro aplicado totalizou R$ 2,224 bilhões no terceiro trimestre. Um resultado afetado pelo ciclo financeiro em 13 dias quando comparado ao 2T19, por causa da:

  • forte redução do contas a receber
  • recuo da posição de estoques
  • aumento dos fornecedores em função das operações de compras de placas.

Aumento dos investimentos

A CSN investiu no terceiro trimestre R$ 603 milhões, um aumento de 31% em relação ao segundo trimestre de 2019. Um aumento gerado principalmente pela  parada programada do AF#3 na Siderurgia.

Por sua vez, no setor da Mineração, os investimentos referem-se à renovação de equipamentos de mina e às plantas de filtragem de rejeitos para processamento de 100% da produção sem a necessidade de utilização de
barragens.

A dívida líquida consolidada da CSN atingiu R$ 27,577 bilhões, enquanto a relação dívida líquida/EBITDA, calculada com base no EBITDA ajustado dos últimos doze meses, atingiu 3,81x, ou 0,16x maior em relação ao segundo trimestre desse ano.

Segundo a CSN, a evolução do endividamento no trimestre foi afetada pela variação cambial e pontualmente pela distribuição de R$670 milhões em
dividendos.

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Carlo Cauti
Editor-chefe da SUNO Notícias. Formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.