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Coronavírus não muda visão de longo prazo, diz Warren Buffett

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O megainvestidor norte-americano Warren Buffett declarou nesta segunda-feira (24) que não venderá ações por causa da epidemia de coronavírus. O presidente da Berkshire Hathaway falou durante uma entrevista ao canal de TV CNBC.

Buffett salientou que considera o surto de coronavírus “algo assustador”. Entretanto, segundo ele as ações continuam sendo bons investimentos no longo prazo. “Não acredito que isso deva afetar o que você faz nas ações”, explicou o megainvestidor, indicando como não vai vender posições por medo da pandemia.

Segundo Buffett, quem investe pensando em um horizonte de 10 até 20 anos, concentrado no poder de ganho de empresas, vai se dar bem. Para ele, não se deve “comprar ou vender negócios com base em manchetes do dia.”

“A verdadeira questão é: as perspectivas de 10 ou 20 anos para as empresas americanas mudaram nas últimas 24 ou 48 horas? Não”, declarou o megainvestidor, “Nós compramos negócios para os próximos 20, 30 anos, sejam negócios completos ou parciais. O longo prazo não mudou com o coronavírus”.

Ao mesmo tempo, Buffett não descartou a hipótese que essa queda generalizada dos preços dos ativos possa gerar oportunidades de compra. Entretanto, ele ressaltou que isso valerá a pena somente caso sejam negócios já individuados com antecedência, e somente acreditando em seu potencial.

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“Se isso lhe der a chance de comprar algo que você gosta e você pode comprá-lo ainda mais barato, então é seu dia de sorte”, explicou o investidor.

Berkshire Hathaway tem receita de US$ 81,4 bilhões em 2019

Na entrevista, Buffett falou também do balanço da Berkshire Hataway, gigante financeiro de US$ 566 bilhões que preside. A carta anual escrita pelo megainvestidor indicou que a empresa registrou uma receita líquida de US$ 29 bilhões no quarto trimestre de 2019.

No total do ano passado o montante foi de US$ 81,4 bilhões. Por sua vez, em 2019 o lucro operacional caiu ligeiramente  em relação a 2018, alcançando US$ 24 bilhões.

Bolsas na Europa em forte queda por causa do coronavírus

As Bolsas de Valores da Europa fecharam o dia em forte queda por causa dos temores da epidemia de coronavírus. A Bolsa de Milão foi a pior do Velho Continente, com uma contração de -5,43%, em 23.427 pontos. A Itália é o país europeu mais afetado pelo surto da doença, e por isso o mercado de capitais italiano chegou a perder 6% na sessão.

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Os efeitos da incerteza pelo coronavírus afetou também outras Bolsas de Valores. O índice Eurostoxx 600 fechou em -3,84%, a Bolsa de Londres -3,34%, em 7.145 pontos, Frankfurt -4,01%, em 13.035 pontos, Paris -3,94%, em 5.791 pontos.

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Carlo Cauti
Editor-chefe do SUNO Notícias. Italiano, formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. Concluiu também um MBA em Finanças na B3. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.