Economia

Coronavírus: Moody’s diz que impacto no Brasil continua grave

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As medidas estipuladas pelo governo do Brasil para mitigar os efeitos do coronavírus (Covid-19), reduzem parte do impacto na atividade econômica, “mas o impacto negativo no emprego e no crescimento permanece grave”. A avaliação foi divulgada nesta segunda-feira (23) pela a agência de classificação de risco Moody’s.

De acordo com a Moody’s, haverá “algum custo fiscal” devido às medidas econômicas e monetárias tomadas. Além disso, as ações devem ter impacto limitado sobre investimento e consumo, dado o impacto na demanda consumidora em função do isolamento social para a contenção do coronavírus.

“A capacidade do governo de fornecer uma resposta fiscal mais forte é limitada por seu déficit fiscal”, informou a agência, que estima um déficit nominal em torno de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

A agência, no entanto, informou que, até o momento, a ação do governo preserva o teto de gastos e mantém apoio à “ampla agenda de reformas fiscais e estruturais do Brasil”.

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O governo federal anunciou um pacto de estímulos de quase R$ 150 bilhões para conter o impacto econômico da pandemia. O Banco Central (BC), nesta segunda-feira, apresentou uma série de medidas para a injeção de liquidez do sistema financeiro. Segundo a autoridade monetária central, as medidas terão um impacto de R$ 1,2 trilhão.

A Moody’s atribui rating “Ba2” para o Brasil (fora da recomendação de investimento), com uma estimativa estável.

BC permanece atento ao coronavírus

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, salientou que está olhando “setor a setor” para detectar onde é necessária uma atuação para diminuir a influência do vírus.

O executivo estuda o comportamento da atividade econômica em cada país. Segundo ele, inicialmente, esperava-se um grande efeito na produção industrial da China, mas o coronavírus também impactou o setor de serviços.

Nos Estados Unidos, “vemos um aumento de pedidos de seguro-desemprego”. Já no Brasil, o executivo salientou o cancelamento de passagens aéreas, impactando as companhias do setor. “É um indicador de que a área de serviços foi afetada”.

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O executivo salientou o movimento de investidores de aversão ao risco e ao “fly to quality“, quando o capital é retirado dos mercados emergentes. O presidente do BC ressalta que as turbulências financeiras vão estar conosco “por muito tempo” devido ao coronavírus.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.