Coronavírus: acordo entre líderes da UE sobre fundo de recuperação avança

Coronavírus: acordo entre líderes da UE sobre fundo de recuperação avança
Na última quinta-feira (20), o jornal alemão Süddeutsche Zeitung noticiou que a chanceler disse que o acordo entre UE e Mercosul levaria à destruição da Amazônia.

Os líderes da União Europeia (UE) estão avançando em conversas sobre um acordo para por em prática um plano de estímulo que deverá fortalecer a economia do bloco, devido a crise causada pela pandemia de coronavírus (Covid-19). As informações são do jornal “Financial Times” e foram publicadas nesta segunda-feira (20).

Uma nova reunião entre os líderes do bloco está marcada para a tarde desta segunda-feira (20). O plano de estímulo deve ser de 390 bilhões de euros. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michael, teria feito esta proposta nesta manhã e agradado todos os países do bloco. As negociações chegam hoje ao quarto dia, em Bruxelas.

Um dos impasses para chegar a um acordo é que os países menos afetados pela pandemia do coronavírus e alguns outros países mais endividados, como Itália e Grécia, não estão de acordo com valores que estão sendo discutidos.

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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que as negociações do último domingo trouxeram “esperança” de que um acordo possa ser fechado nesta segunda.

“Essas são negociações incrivelmente difíceis. Eles agora continuarão. Mas uma situação extraordinária requer esforços extraordinários. Até agora, fizemos justiça a isso. E espero que também possamos cobrir a distância restante, embora não seja fácil ”, afirmou Merkel.

Já o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, afirmou que, se um acordo não fosse encontrado, haveria a “destruição do mercado único da Europa”. As negociações estavam travadas desde a última sexta-feira (17).

A discordância em torno do acordo foi, principalmente, quanto ao nível de doações não reembolsáveis ​​que o fundo de recuperação teria permissão para conceder aos Estados membros mais afetados.

Países como França, Alemanha, Espanha e Itália queriam manter as doações garantidas em aproximadamente 400 bilhões de euros. Já os líderes da Áustria, Dinamarca, Holanda e Suécia afirmaram que queriam diminuir as doações propostas para 350 bilhões de euros, acrescido de 350 bilhões de euros em empréstimos, o que totalizaria um pacote total de recuperação no valor de 700 bilhões de euros. O valor de 390 bilhões de euros, proposto por Charles Michael, teria agradado a todos os países.

Vale destacar que a crise desencadeada pelo coronavírus é pior crise econômica desde que o bloco foi fundado em 1993.

Juliano Passaro

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