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Coronavírus: França diz que quarentena durará ao menos seis semanas

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O governo da França anunciou nesta terça-feira (24) que o confinamento para conter o avanço do novo coronavírus (covid-19) pode durar seis semanas no total. A estimativa foi realizada por um comitê de especialistas, criado pelo Ministério da Saúde francês, que é composto por médicos, antropólogos e sociólogos.

O confinamento para evitar a propagação do coronavírus na França está em vigor desde o dia 17 de março. A quarentena exige que a população do país permaneça em casa, exceto em casos extremos, como compra de alimentos, remédios ou outros serviços básicos.

“Temos que estar preparados para o confinamento durar mais de duas semanas e que talvez possa ser ainda mais como cinco ou seis semanas”, avaliou o comitê.

No entanto, o ministro de Saúde francês, Olivier Véran, ressaltou que o número é somente uma estimativa. Segundo Véran, o período de isolamento social durará o quanto for necessário até que o número de casos confirmados da doença se normalize.

O número de pacientes diagnosticadas com a doença no país europeu já ultrapassou 22 mil. Além disso, 1.110 pessoas já morreram por conta do coronavírus em território francês. Com os dados, a França se tornou o quinto país com o maior número de mortes pelo vírus do mundo.

OMS diz que pandemia do coronavírus está acelerando

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a pandemia de coronavírus está acelerando. A avaliação  foi motivada pelo rápido avanço do número de casos confirmados no mundo.

Saiba mais: Coronavírus: OMS diz que pandemia está acelerando

De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, foram necessários 67 dias até que 100 mil pessoas estivessem infectadas com a covid-19 no mundo. Entretanto, em somente 11 dias o número chegou a 200 mil. Além disso, o número saltou para 300 mil infectados com quatro dias.

“Mas não somos prisioneiros das estatísticas. Não somos espectadores impotentes. Podemos mudar a trajetória da pandemia do coronavírus. Os números são importantes porque não são apenas números. São pessoas cujas vidas e famílias foram viradas de cabeça pra baixo”, afirmou Ghebreyesus.

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Giovanna Oliveira
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.