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Coronavírus: Confira 5 ações para comprar nos mercados internacionais

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Impactados pelos temores do coronavírus (covid-19), os mercados internacionais têm apresentado, constantemente, quedas acentuadas nas últimas semanas.

As Bolsas de Valores da Ásia despencaram com informações sobre o aumento do número de casos de pessoas infectadas na Coreia do Sul. As Bolsas na Europa também estão caindo por conta do coronavírus. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a última semana em queda de 3,67%, a 366,80 pontos. No acumulado da semana, o índice apresentou queda de 2,36%.

O Ibovespa chegou a atingir um pico histórico de 119.527,63 pontos, no dia 23 de janeiro deste ano. Entretanto, na última sexta, o índice encerrou em queda de 4,14%, a 97.996,77 pontos. Com isso, muitos investidores estão vendo a carteira sangrar nos últimos dias. Por isso, o Suno Notícias preparou uma lista de empresas internacionais, sólidas, que podem ser boas para o momento de tensão dos mercados internacionais.

Segundo o analista de mercados internacionais da SUNO Research, Alberto Amparo, é preciso sempre olhar para a alavancagem operacional das empresas antes de qualquer investimento. “Temos que olhar primeiro para os custos fixos de cada empresa, aqueles que não variam de acordo com a produtividade da companhia. Para momentos conturbados como esse, é necessário olhar para empresas sólidas e bem posicionadas para passar pelo momento de pânico do mercado financeiro”, afirmou.

1-Berkshire Hathaway

A empresa norte americana, adquirida por Warren Bufett em 1962, controla 65 empresas de diversos setores. A companhia também tem um portfólio de ações com mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado. “Isso é importante porque diversifica o risco de quem está investindo”, diz Alberto.

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A empresa tem valor de mercado de cerca de US$ 500 bilhões. “É um empresa muito bem capitalizada, com posição de caixa de US$ 128 bilhões, o que é ótimo para passar por um momento de incerteza”, afirma Amparo.

“A Berkshire é extremamente diversificada e possui excelentes negócios. Quando você investe nela, está comprando como se fosse um ETF de empresas escolhidas pelo Warren Bufett”, salienta o analista de mercado internacional.

2- Alphabet

A Alphabet Inc é uma holding. A empresa é conhecida por ser a empresa mãe do Google. Ela foi criada em 2015 para gerir os serviços da gigante do meio digital. A companhia foi fundada por Larry Page e Sergey Brin. Além do Google, a empresa também administra a Android e o YouTube, além de outras marcas menos populares. Segundo os fundadores, a Alphabet foi criada com o intuito de melhorar a administração das empresas.

A holding do Google tem suas receitas majoritariamente provindas de propagandas para outras empresas no ambiente digital. O Google pode até ter oscilações nas suas operações, mas continua vantagens competitivas por ser digital.

“O Google tem pouquíssimas dívidas. Ela tem US$ 4,5 bi em dívidas de longo prazo e tem mais de US$ 120 bilhões de dólares em caixa. Uma empresa que tem bastante liquidez para passar por este momento”, diz Amparo.

3- Amazon

A Amazon é sediada em Seattle, nos Estados Unidos. A empresa foi fundada em 1994 e é umas da pioneiras no mercado de comércio eletrônico. Em 1999, a empresa já possuía cerca de 17 milhões de clientes. A companhia começou a entrar no mercado de e-books em meados de 2007, lançando o leitor digital Kindle.

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A Amazon tem seus lucros provindos, na maior parte, da Amazon Web Services, que é o braço de computação em nuvem da empresa. A Amazon é dona de mais ou menos um terço da fatia de mercado global em cloud.

O analista afirma que a Amazon, assim como outras grandes do setor digital, pode, pelo menos, não deixar de perder com o coronavírus, caso seja necessário uma quarentena em alguns países do mundo, já que grande parte de suas vendas são feitas online.

“Toda parte de varejo dela pode até se dar bem meio ao coronavírus, com as pessoas dentro de casa, porque ninguém sai para comprar nada, mas as pessoas utilizam o Amazon Prime para pedir produtos pela internet. A empresa também é muito bem gerida e tem foco no cliente”, finaliza Amparo.

4- Johnson & Johnson

Com 134 anos de história, a Johnson & Johnson é uma empresa multinacional norte-americana fundada em 1886, em New Jersey, nos Estados Unidos. Famosa no Brasil por seus produtos da área de perfumaria, a empresa também trabalha com a venda de dispositivos médicos e produtos farmacêuticos (seu principal negócio). A Johnson & Johnson  é uma das empresas mais valiosas do mundo.

“A gigante do ramo farmacêutico pode até incrementar suas vendas de aparatos médicos e remédios com o surto do coronavírus no mundo. A empresa é bem capitalizada e é muito sólida”, diz Amparo.

5- Facebook

A empresa tem 2,5 bilhões de usuários ativos por mês. A companhia detém diversas redes sociais como: Whatsapp, Instagram e Facebook Messenger. A companhia tem cerca de US$ 50 bilhões de caixa.

Em 2003 começou a história do Facebook, após uma ideia de Mark Zuckerberg e seus dois amigos da Universidade de Harvard, Dustin Moskovitz e Chris Hughes de criar uma rede social para o campus da faculdade. Em 2004, Zuckerberg criou o thefacebook.com, que virou, um ano depois, o Facebook. A empresa começou a crescer a cada ano e, a partir de 2006, qualquer pessoa com mais de 13 anos passou a poder criar uma conta para navegar na rede.

Em 2010, o aplicativo Facebook Mobile foi o mais baixado para celular a nível global. Com o crescimento, Zuckerberg começou a expandir o negócio e fazer novas investidas em empresas do meio, como a rede social Instagram e o WhatsApp.

De acordo com o analista da SUNO Research, essas empresas são alocações sólidas para o momento em que há muita cautela do mercado por conta do surto de coronavírus no mundo. “Podem ser investimentos seguros. Além de você diversificar sua carteira em moeda forte como o dólar, que está em alta”, conclui Amparo.

Invista, mas com cautela

Antes de qualquer investimento em ações é importante ressaltar que quitar as dívidas deve sempre ser a prioridade. Os analistas da SUNO Research sempre salientam que é necessário antes poupar dinheiro para depois investir, e nunca se endividar para investir ou investir endividado.

Essa matéria não se configura,em nenhuma forma, como indicação de compra ou venda de ações. Para ter aceso aos relatórios completos da SUNO Research acesse nosso site: www.sunoresearch.com.br.

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Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.