Consumo de energia elétrica deve bater novo recorde em fevereiro

Consumo de energia elétrica deve bater novo recorde em fevereiro
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A demanda por energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) deve crescer 7% em fevereiro, em comparação ao mesmo mês de 2017. A estimativa é do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e foi dada à Agência Brasil pelo diretor-geral do órgão, Luiz Eduardo Barata.

Sistema Interligado Nacional (SIN)
Sistema Interligado Nacional (SIN)

Barata diz que a alta excepcional neste mês tem relação com o carnaval. Em 2019, ele ocorrerá em março, diferentemente de 2017, quando caiu em fevereiro. Isso porque nesse feriado de festas o consumo de energia cai bastante com a redução do ritmo de algumas atividades produtivas, como na indústria.

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“O consumo de energia em fevereiro deste ano vai ser muito maior do que no ano passado, uma vez que a semana do carnaval é de baixo consumo, por ser de baixa produção no país”, afirmou o diretor da ONS.

Os efeitos gerados pelo quente mês de janeiro podem se refletir neste mês, segundo Barata. As altas temperaturas no mês passado fizeram a demanda por energia elétrica do SIN quebrar cinco recordes. Em fevereiro, no entanto, não deve acontecer na mesma proporção. “Nossa expectativa é de que, obviamente, vai haver crescimento de consumo, mas nada exagerado em relação às demandas que tivemos em janeiro. Até porque é possível que as temperaturas não fiquem tão altas em fevereiro quanto estiveram no mês passado”, declarou.

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As marcas batidas pela demanda de energia se concentraram nas últimas três semanas do mês. A última foi batida em 30 de janeiro. Na data, a demanda máxima do SIN registrou 90.525 MW às 15h50 daquela quarta-feira. O recorde anterior havia sido no dia 23, também uma quarta, quando a demanda chegou a 89.114 MW.

No subsistema sul, que abrange os três estados da região Sul do Brasil, verificou-se demanda recorde por dois dias seguidos. Em 29 de janeiro, o pico foi de 18.554 MW, às 14h28. No dia seguinte, a demanda chegou a 18.883 MW. A ONS informou que a quebra das marcas estão relacionadas ao calor aferido no País na temporada.

Guilherme Caetano

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