Confira três ações para dar de presente no dia dos pais

Confira três ações para dar de presente no dia dos pais
Três ações para dar de presente

Tradicionalmente, o dia dos pais ocorre todo segundo domingo de agosto no Brasil. Neste ano, a data cairá no próximo domingo (9), e nada melhor do que passar o dia com familiares queridos. Mais que isso, os pais merecem receber de presente ativos que geram valor, como ações.

Existem diversas características de pais. Os mais novos e os que já estão na terceira idade; os que assumem mais riscos e os que são mais conservadores; os que entendem como funciona o mercado de ações e os que possuem pouco conhecimento sobre o assunto. O dia dos pais é uma ótima data pra comprar aos progenitores presentes que saiam do senso comum, e ao mesmo tempo possam se tornar maiores conforme o tempo passa.

Em todo caso, papéis de empresas com bom fluxo de dividendos mas que também possam crescer ao longo das décadas são majoritariamente boas opções. Com base nas indicações do especialista em renda variável da SUNO Research, João Arthur Almeida, confira três das melhores ações para dar de presente de dia dos pais, levando em consideração que essa matéria não é uma recomendação de investimento.

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Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa (ITSA4) é uma holding que detém participações em Itaú (ITUB4), Alpargatas (ALPA4) e Duratex (DTEX3). No entanto, o resultado do banco, que é a maior instituição financeira da América Latina, contribui com mais de 90% no resultado do grupo, fazendo com que possamos considerá-la praticamente uma holding financeira.

A Itaúsa também e uma ótima pagadora de dividendos. O atual dividend yield (DY) da empresa é 8,51%, um dos maiores entre as companhias listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e mais de quatro vezes superior à taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2%, sua mínima histórica. Isso é atrelado a uma alta lucratividade. Hoje, o Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) do grupo é de 17,3%, enquanto o Retorno Sobre Capital Investido (ROIC) chega a 16,3%.

A holding possui um sólido histórico de crescimento de lucros ao longo dos anos. Em 2008, a empresa registrou um ganho líquido de R$ 1,9 bilhão em 2008. Em 2019, o lucro foi para R$ 10,5 bilhões, uma alta de 452,63%, o equivalente a um crescimento médio anual de mais de 45% nesse período.

Histórico do lucro líquido da Itaúsa. Fonte: Status Invest

Como a Itaúsa possui uma participação de 37,4% em Itaú, Almeida disse que é importante ressaltar também a participação por tabela na XP (NASDAQ: XP). De certa forma, empresa listada na bolsa da tecnologia norte-americana vêm atacando o mercado do Itaú no que tange a serviços bancários e produtos de investimento, entretanto, o Itaú possui aproximadamente 49% da própria XP, o que é percebido como um “hedge natural”, segundo o especialista.

Almeida também salientou a perspectiva futura de concorrência no setor bancário devido a inserção de novos agentes no mercado, como o Banco Inter (BIDI4) e NuBank. As provisões para devedores duvidosos (PDD), realizadas pelo banco em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), na ordem de aproximadamente R$ 7,7 bilhões, também é de se chamar atenção. A instituição bancária está de olho no possível aumento da inadimplência.

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Na última quinta-feira (6), as ações da Itaúsa encerraram o pregão na B3 cotadas a R$ 10,32. No acumulado de 2020, os papéis da companhia apresentam uma baixa de 24,12%.

Fleury (FLRY3)

Segundo o especialista, outra empresa que apresenta uma perspectiva de forte crescimento para os próximos anos é o Fleury (FLRY3). A empresa atua no setor de medicina diagnóstica, considerado um dos drivers da economia para as próximas décadas.

De acordo com o Banco Mundial, a expectativa de vida no Brasil, em 2018, era de 75,51 anos. Há 50 anos, a expectativa de vida era menor que 60 anos. No último meio século, em média, o brasileiro têm vivido mais e melhor. Entre as principais razões que explicam esse resultado está o grande avanço da medicina no Brasil, sobretudo a diagnóstica.

O Fleury, além das empresas que compõem o setor, possuem o diferencial competitivo por trabalharem com produtos e serviços que são essenciais e inerentes à vida humana. A medicina preventiva, por exemplo, ainda não está presente na cultura da sociedade brasileira.

Nos últimos cinco anos, as ações do Fleury cresceram 234%. Fonte: Status Invest

“O Fleury é uma empresa que consegue aliar crescimento e rentabilidade atrativa e está em um setor em ampla expansão. A empresa tem vários competidores, como a Hapvida (HAPV3) e a Intermédica (GNDI3), mas é uma empresa que considero interessante pelas métricas de rentabilidade e perspectivas futuras”.

Embora o atual DY da companhia seja consideravelmente menor do que da Itaúsa, a 2,85%, o CAGR (taxa de crescimento anual composta, na sigla em inglês) de lucros dos últimos cinco anos é de 29,49%.

Na última quinta-feira, os papéis do Fleury encerraram as negociações na B3 cotadas a R$ 25,90. No acumulado deste ano, as ações da companhia apresentam uma queda de 13,10%.

Taesa (TAEE11)

A Taesa (TAEE11) é, por muitos, considerada a empresa mais segura e menos volátil da bolsa brasileira. Nos últimos 12 meses, o desvio padrão (medida que expressa o grau de dispersão de um conjunto de dados) diário das ações da Taesa foram de 0,015, enquanto o Ibovespa registrou 0,026 no mesmo período. Além disso, a correlação da empresa com o índice acionário, expresso pelo Beta da ação, atualmente é de 0,39 — ou seja, quando o Ibovespa sobe, a Taesa sobe menos; quando o índice cai, a Taesa cai menos.

Tal desempenho é resultado da alta previsibilidade dos números da companhia, que atua no ramo de energia elétrica, mais especificamente no setor de transmissão. A empresa adquire concessões de décadas para a transmissão de energia em determinados trechos. Além disso, a receita da Taesa não está ligada na quantidade de energia transmitida, mas sim, na disponibilidade das linhas.

Estabilidade das margens da Taesa nos últimos 10 anos. Fonte: Status Invest

“É uma empresa madura, pra quem está em busca de dividendos, os quais a Taesa vem aumentando ano após ano”, salienta Almeida. O DY atual da companhia é 8,10%. Além disso, o payout da Taesa, historicamente, sempre fica acima de 90%, mostrando que a empresa distribui a maior parte de seus lucros.

“Pra quem inicia no mercado de renda variável, a empresa possui uma volatilidade menor, então acaba sendo interessante pra quem possui esse perfil”, pontua o especialista.

Na última quinta-feira, as ações da Taesa encerraram o pregão na B3 cotadas a R$ 28,89. No acumulado de 2020, os papéis da companhia apresentam uma baixa de 4,41%.

Jader Lazarini

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