Confira 5 ações que mais desvalorizaram no mês de julho

Confira 5 ações que mais desvalorizaram no mês de julho

As ações cotadas nas Bolsas de Valores registram perdas e ganhos diários que dependem de vários fatores como: a economia do país, cenário externo e a gestão da empresa.

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Para avaliar o desempenho médio da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) é utilizado o índice Ibovespa que mede o andamento das ações mais líquidas. No total, fazem parte do principal índice da B3 73 ativos de 72 companhias.

A metodologia do indicador é definida pela própria B3 através de uma carteira teórica de ações, cuja composição é modificada periodicamente.

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A escolha dos ativos que fazem parte deste índice é baseada em dois fatores:

  • liquidez
  • volume das ações

Desse modo, salientando que esta matéria não é uma recomendação de investimento, confira as cinco ações do Ibovespa que mais se desvalorizaram no mês de julho, conforme apontado pelos especialistas em renda variável da SUNO Research.

1º IRB Brasil

A IRB Brasil RE (IRBR3) ocupa 1° lugar de ativo mais desvalorizado no mês. No dia 30 de junho, as ações encerraram sendo cotadas a R$ 11,00. Entretanto, no dia 31 de julho os papéis encerraram sendo negociados a R$ 7,97.

Desse modo, durante o sétimo mês do ano de 2020, as ações da companhia registraram uma desvalorização de 21,60%.

A IRB Brasil registrou um prejuízo de R$ 11,06 milhões nos primeiros dois meses de 2020. A empresa teve um prejuízo de R$ 57,9 milhões em janeiro, o primeiro resultado negativo desde 2016. Por sua vez, o resultado negativo em fevereiro foi de R$ 52,7 milhões.

2º Embraer

No dia 30 de junho, as ações da Embraer (EMBR3) encerraram sendo cotadas a R$ 8,09 Entretanto, no dia 31 de julho os papéis encerraram sendo negociados a R$7,61.

Desse modo, durante o sétimo mês do ano de 2020, as ações da fabricante de aeronaves registraram uma desvalorização de 5,93%.

A companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 1,667 bilhão no segundo trimestre e prejuízo por ação de R$ 2,26, frente a um lucro líquido de R$ 33,9 milhões e o lucro por ação de R$ 0,03 registrados no mesmo período do ano passado

3º e 4º

Duas empresas apresentaram no mês uma desvalorização semelhante em seus papéis. A primeira foi a Gol (GOLL4), no dia 30 de junho, as ações da companhia encerraram sendo cotadas a R$ 18,55. Entretanto, no dia 31 de julho os papéis encerraram sendo negociados a R$ 17,91, totalizando uma desvalorização de 3,45%.

Por sua vez, a Qualicorp (QUAL3), no primeiro dia do mês, encerrou cotada a R$ 29,20, já no último dia de julho encerrou a R$ 29.

A Gol registrou prejuízo líquido de R$ 1,996 bilhão no segundo trimestre deste ano. No mesmo período em 2019, a companhia aérea havia registrado prejuízo de R$ 194,6 milhões.

A Qualicorp ainda não divulgou dados do segundo trimestre. A companhia registrou um lucro líquido consolidado de R$ 70,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 27,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. Durante os primeiros três meses de 2019, a companhia havia lucrado R$ 90,9 milhões.

5º BRF

No dia 30 de junho, as ações da BRF (BRFS3) encerraram sendo cotadas a R$ 21,26. Entretanto, no dia 31 de julho os papéis encerraram sendo negociados a R$ 20,70.

Desse modo, durante o sétimo mês do ano de 2020, as ações da empresa de alimentos processados registraram uma desvalorização de 2,63%.

A companhia ainda não divulgou os dados do segundo trimestre. A BRF reportou um prejuízo de R$ 38 milhões no período. O valor é 66,2% menor do que o prejuízo apresentado no mesmo período de 2019. O prejuízo atribuído aos sócios da controladora foi de R$ 45,9 milhões.

Investir em ações

Antes de qualquer investimento em ações é importante ressaltar que quitar as dívidas deve sempre ser a prioridade. Os analistas da SUNO Research sempre salientam que é necessário antes poupar dinheiro para depois investir, e nunca se endividar para investir ou investir endividado. Esta matéria não é uma recomendação de investimento.

Poliana Santos

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