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Confira cinco IPOs de empresas brasileiras que devem ocorrer em 2020

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Em 2019, grandes empresas brasileiras como a Vivara (VIVA3), Banco BMG (BMGB4), C&A (CEAB3) e Neoenergia (NEOE3) ingressaram na B3. através de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Além disso, outras empresas, como é o caso da XP Investimentos e da Stone, optaram por realizar seus IPOs fora do Brasil.

É por meio dos IPOs que as companhias podem negociar suas ações na bolsa de valores, e com isso, os investidores podem adquirir participações nas empresas.

Para 2020, a expectativa é que muitas companhias brasileiras abram seus capitais, tanto no Brasil quanto no exterior. Por conta disso, o SUNO Notícias reuniu uma lista com cinco dentre as principais empresas que deverão realizar suas ofertas iniciais neste ano.

IPOs que deverão acontecer em 2020

Caixa Seguridade

Uma das aberturas de capital esperada para este ano é da Caixa Seguridade. A oferta da subsidiária da Caixa Econômica Federal deve ocorrer em abril deste ano. A estatal espera levantar entre R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões por meio da oferta.

Esta é a segunda tentativa de realizar a oferta inicial de ações do setor de seguros da Caixa. Em 2016, o banco estatal avançou com o IPO da empresa. Entretanto, a oferta foi adiada pois a estimativa de arrecadação foi inferior ao que era esperado.

A Caixa Seguridade é o quarto maior grupo segurador do Brasil. A empresa é responsável por organizar as participações da Caixa em seguros, previdência privada, capitalização e consórcio. Além disso, a empresa participa dos resultados da administração e da intermediação dos seguros vendidos pelo Banco PAN, que também é subsidiária da Caixa.

Saiba mais: Caixa escolhe sindicato de bancos para IPO de seguridade

Segundo o especialista da SUNO Research, Felipe Tadewald, a empresa possui um bom modelo de negócio, além de uma lucratividade crescente.

“Os lucros da caixa Seguridade cresceram em média 21% ao ano desde o ano 2000. Há também uma elevada rentabilidade sobre patrimônio, de mais de 35%. Com a privatização, há espaço para mais ganhos de eficiência e um foco ainda maior em rentabilidade”, afirmou Tadewald.

Locaweb

A Locaweb também deve compor a lista de empresas que abrirão o capital neste ano. Em dezembro do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que a empresa pediu registro para realizar  ofertas públicas.

A Locaweb é uma empresa de hospedagem de sites, serviços de internet e computação em nuvem. Atualmente, a empresa possui mais de 285 mil clientes, 340 mil sites hospedados e cinco milhões de caixas postais.

A companhia pediu registro na Categoria A, ou seja, uma qualificação que permite a emissão de títulos de valores mobiliários, como ações, por exemplo. A Locaweb considera a oferta de papéis a investidores como uma forma de arrecadar recursos para o médio prazo.

No balanço de resultados do terceiro trimestre de 2019, a empresa teve uma receita líquida de R$ 280,5 milhões, com alta de 21% ante os nove meses iniciais de 2018. No mesmo período, o Ebitda aumentou 50%, chegando a R$ 77,3 milhões e o lucro líquido subiu 101% e atingiu R$ 11,1 milhões.

BV

O BV, nova marca do Banco Votorantim, também deve abrir seu capital em 2020. De acordo com informações divulgadas pelo jornal “O Estado de S. Paulo” no início deste mês, a instituição financeira pretende levantar R$ 5 bilhões por meio da oferta pública de ações.

Em fevereiro do ano passado, o banco escolheu o JP Morgan para auxiliar em seu processo de IPO. Com isso, a estimativa era que a abertura de capital ocorresse ainda no ano passado.

O BV é controlado pelo Banco do Brasil, que detém 49,99%, e pela família Ermírio de Moraes, com participação de 50,01%. Segundo informações vinculadas em alguns jornais, a oferta poderia ser uma oportunidade para que o BB deixasse a fatia que possui. No entanto, ainda não se sabe se a família Ermírio de Moraes continuaria sendo sócia.

No balanço de resultados terceiro trimestre do ano passado, o BV registrou lucro líquido de R$ 355 milhões, com alta de 32,4%. Nos nove primeiros meses do ano, o lucro foi de R$ 1,04 bilhão. O Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) foi de 15,1% em relação a 11,9% no mesmo período de 2018.

Gaspetro

Outra empresa que deverá entrar para a bolsa de valores em 2020 é a Gaspetro, subsidiária da Petrobras.

De acordo com o presidente da petrolífera estatal, Roberto Castello Branco, a oferta de ações da subsidiária deve ocorrer no segundo semestre deste ano. A abertura de capital é uma forma da Petrobras deixar a participação que possui na distribuidora de gás natural.

A Gaspetro foi fundada em 1998 e reúne as participações da petrolífera em 19 distribuidoras. Enquanto a estatal brasileira detém 51% da empresa, o grupo japonês Mitsui possui a outra parte.

Em 2018, a empresa obteve receita líquida de R$ 417,7 milhões, além de um lucro líquido que chegou a R$ 271,5 milhões.

Madero

Outra dentre as empresas que deverão realizar seus IPOs neste ano é o Madero. A rede de hamburguerias pretende realizar sua oferta nos Estados Unidos, na bolsa de valores de Nova York (NYSE).

De acordo com o presidente da empresa, Junior Durski, a estimativa é de levantar aproximadamente R$ 3 bilhões com a oferta.

A rede de hamburguerias foi fundada em 2005. Atualmente, conta com mais de 147 restaurantes localizados em 18 estados brasileiros. A estimativa é que a empresa está avaliada em aproximadamente R$ 10 bilhões.

Saiba mais: Madero: grupo prepara IPO em 2020 e projeta elevar lucro em 50%

A escolha de realizar a oferta fora do País ocorreu pois, segundo Durski, no exterior a empresa pode ser avaliada em 20 a 25 vezes o preço em relação ao lucro. Já no Brasil, a avaliação seria entre 15 a 16 vezes o valor.

Ademais, o presidente do Madero salientou que os IPOs de empresas do setor de alimentos nos EUA possuem maior demanda em relação ao Brasil. Como exemplo, Durski mencionou a rede de fast food Shake Shack que abriu seu capital na NYSE em 2015, a US$ 21 por ação. Atualmente, os papéis da empresa são negociados a US$ 61,5.

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Giovanna Oliveira
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.